A ASPP – Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) assinala no próximo dia 29, no Palácio Vila Flor, em Guimarães, os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e do Poder Local e os 37 anos da manifestação que ficou conhecida pelos ‘Secos e Molhados’.
Falando ao Grupo Santiago, Fernando Freitas, dirigente da ASPP fala de um evento onde serão debatidos diversos assuntos, com destaque para direitos constitucionais sonegados aos policias.
“Na Assembleia vamos discutir assuntos internos, próprios da nossa Associação, mas por outro também debater direitos, liberdades e garantias que estão consignados na Constituição da República Portuguesa sendo que alguns são-nos sonegados, de certa forma”, afirmou ao grupo de comunicação social vimaranense.
Em causa, essencialmente, o “direito à greve”. “Não queremos usar a greve como instrumento de batalha contínua, mas, sem ela, vemos que as nossas negociações são seriamente limitadas. Isto será um dos assuntos, certamente, a abordar.”
Para o sindicalista o tema interessa aos polícias e aos cidadãos. O mesmo diz relativamente à “liberdade de imprensa, uma vez que os factos, muitas vezes, não são de forma realista transmitidos para a opinião pública”.
“Muitas das informações são, de certo modo, dissimuladas, e é nosso interesse, em Guimarães, discutir todos esses assuntos que estão à volta dos direitos consignados na Constituição da República Portuguesa”, avança ao Santiago.
“REVOLUÇÃO INTERNA”
Quanto aos ‘secos e molhados’, “é a nossa revolução interna’, sublinha Fernando Freitas lembrando que a manifestação realizada pelos polícias em Lisboa, há 37 anos, “levou a algumas alterações, nomeadamente institucionais que proporcionaram também a atribuição de um sindicato aos polícias”.
“E no século XXI, 37 anos depois, é necessário organizar uma manifestação para ver consagrados direitos constitucionais dos polícias?”, questiona.
Sobre Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, diz que tem”! um discurso essencialmente para o bem da polícia”.
“No entanto, queremos ver que aquilo que se propõe é aquilo que é aplicado”, com a certeza de que “o Governo não está a corresponder à parte que lhe cabia. Nós estamos a ser pacientes, nós estamos a aguardar e com desejos de que o acordo se concretize”.
Ao mesmo órgão de comunicação social reconhece a ASPP está “expectante”.
“Vamos aguardar até ao limite e se necessário for uma nova ocorrência de ‘secos e molhados’, não colocamos a hipótese de lado porque a associação da polícia não vai abdicar do seu processo reivindicativo”, avisa.







