Os profissionais da Unidade Local de Saúde de Braga estão esta quinta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no Hospital de Braga, numa ação que inclui também uma concentração à entrada da unidade hospitalar.
Segundo os organizadores, cerca de uma centena de profissionais participaram na manifestação realizada esta manhã, no âmbito de uma paralisação convocada por vários sindicatos do setor.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos do Norte, Joana Bordalo e Sá, o estacionamento do hospital é “um dos mais caros” entre as unidades hospitalares do país, defendendo que não existe alternativa viável em termos de transportes públicos para muitos trabalhadores.
A dirigente sindical afirma que quem trabalha no hospital tem de suportar um custo anual de 612 euros para estacionar, valor que considera “um autêntico imposto adicional”. Acrescenta ainda que 25% do lucro dos parques de estacionamento reverte para a Administração Central do Sistema de Saúde, defendendo que a renúncia a essa receita poderia contribuir para aliviar os encargos dos profissionais.
A greve está a ter, segundo os sindicatos, “forte adesão”, com impacto na atividade clínica. De acordo com a mesma fonte, apenas uma das 12 salas do bloco operatório estará em funcionamento, registando-se também constrangimentos nas consultas externas e nos internamentos.
A administração da ULS de Braga foi contactada, tendo remetido para o período da tarde eventuais dados sobre a adesão à paralisação.
Além do Sindicato dos Médicos do Norte, a greve foi igualmente convocada pelo Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos, pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica.
No âmbito da ação de protesto, realizou-se também uma manifestação junto à entrada do hospital, que reuniu profissionais de saúde e alguns utentes. A dirigente sindical sublinhou que a questão do estacionamento afeta igualmente quem recorre aos serviços, referindo que os custos são considerados elevados.
Atualmente, as avenças mensais para estacionamento nos parques cobertos do hospital custam 51 euros, enquanto nos parques descobertos o valor é de 36 euros.
Segundo dados divulgados, no último ano verificou-se um aumento de dois euros, tendo este ano sido registado um acréscimo adicional de um euro.







