O primeiro-ministro garantiu esta quarta-feira que o Governo está a fazer tudo o que pode para ajudar ao regresso dos cidadãos portugueses no Médio Oriente e pediu ao líder do Chega que não crie “mais drama e alarme”.
“Tudo aquilo que nós podemos fazer para ajudar o regresso de cidadãos portugueses a Portugal está a ser feito. Está a ser feito dentro do enquadramento que é um enquadramento real, não é um enquadramento de sonho que nós gostaríamos que houvesse”, afirmou Luís Montenegro no debate quinzenal desta tarde na Assembleia da República, em resposta ao Chega.
O primeiro-ministro disse que não iria revelar informações precisas sobre o transporte de portugueses, pois isso poderia colocar em causa a segurança desses cidadãos, e pediu a Ventura que não junte “mais drama e alarme àquele que já é muito essas pessoas que estão a viver” e atue “de forma serena, de forma responsável, de forma séria”.
ACUSAÇÕES DE VENTURA
Ventura acusa Governo de dizer aos portugueses “arranjem-se como puderem”
O líder do Chega questionou o chefe do executivo sobre uma publicação do Governo relativamente à venda de bilhetes para voos comerciais de Abu Dhabi para Portugal, que referia não haver garantia de que fossem efetivamente operados após o ataque militar dos Estados Unidos da América ao Irão.
E acusou o Governo de dizer aos portugueses que querem sair do Médio Oriente “arranjem-se como puderem” e “tenham paciência”, considerando que mostra incompetência.
André Ventura quis saber “o que é que está a ser feito neste momento para repatriar os portugueses” e se o Estado vai “buscar pessoas que estão no meio de um conflito que não escolheram, que pagam impostos aqui em Portugal e merecem que Portugal olhe um bocadinho por eles”.
Montenegro diz que estão a ser sinalizados casos “mais urgentes”
Luís Montenegro sustentou que o Governo vai transmitindo as indicações que tem, “aquelas que são transmitidas pelas próprias companhias ou pelos governos dos países onde elas operam”.
Com SIC






