O Humanamente repudiou veementemente as críticas do Chega de Famalicão à Marcha LGBTQIAP+ que decorreu no último sábado na cidade e confronta o partido de André Ventura sobre polémicas internas e acusações criminais envolvendo os seus membros.
A troca de acusações começa com o Chega famalicense a acusar a organização da Marcha LGBTQIAP+ de “instrumentalização política” que visa “impor à sociedade um conjunto de posições ideológicas que não representam todos os portugueses”, e tenta descredibilizar o Humanamente ao alegar que a igualdade já está consagrada na Constituição e que não se deve “exigir privilégios” ou “aceitação obrigatória de determinadas agendas políticas”.
Em resposta, Diogo Barros, porta-voz daquele movimento de defesa dos direitos humanos com sede em Famalicão, afirma, em comunicado, que “é revoltante que um partido que se diz defensor da moral e dos bons costumes venha dar lições de conduta, enquanto os seus próprios quadros estão envolvidos em escândalos de proporções chocantes”.
“Como pode o Chega falar em ‘agenda política’ e ‘destruição da família’ quando vários dos seus membros são acusados de crimes hediondos contra menores como Rui Pedro Moreira, ex-candidato autárquico, acusado de 47 crimes sexuais contra menores, incluindo abuso e pornografia infantil? Ou Nuno Pardal, deputado municipal, acusado de prostituição de menores?”.
“A verdadeira agenda política do Chega parece ser a da hipocrisia e da impunidade”, atira, indignado.
A Pedro Alves, o presidente da Concelhia do Chega, recentemente suspenso do partido devido a um processo interno, Diogo Barros aconselha a “preocupar-se mais com o seu processo (…) do que com a liberdade e a igualdade que a manifestação de sábado passado promoveu”.
Já sobre a acusação de ter uma agenda política oculta, o líder do Humanamente explica que “a libertação LGBTQIAP+ está intrinsecamente ligada à libertação de todas as pessoas oprimidas”.
“Não podemos falar de igualdade sem abordar a crise habitacional que afeta as nossas comunidades, a precariedade laboral que nos assola, a falta de mobilidade que nos isola e a emergência climática que ameaça o nosso futuro”, atira Diogo Barros, assegurando que “continuaremos a marchar, a lutar e a dar voz a quem é silenciado”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






