Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga questionaram a ministra da Saúde sobre as dificuldades registadas no funcionamento do Serviço de Urgência da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, na sequência de notícias sobre a indisponibilidade de médicos prestadores de serviços e da necessidade de reorganizar as equipas.
A iniciativa parlamentar, subscrita também por outros membros da Comissão de Saúde da Assembleia da República, surge depois de o Sindicato dos Médicos do Norte ter denunciado o funcionamento das urgências com equipas subdimensionadas, elevada dependência de médicos tarefeiros e dificuldades em especialidades como Cirurgia Geral e Obstetrícia.
Embora a administração da ULS de Braga tenha assegurado que o serviço continua a funcionar através da reorganização das equipas e da monitorização permanente da atividade, os deputados socialistas manifestam preocupação com a capacidade de resposta da unidade num período de maior pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, devido às férias dos profissionais e ao aumento da procura durante o verão.
No requerimento enviado ao Governo, os parlamentares pretendem saber se o Ministério da Saúde confirma as dificuldades na elaboração das escalas médicas, quais as causas identificadas e qual o grau de dependência da ULS de Braga de médicos prestadores de serviços, em particular nas áreas de Cirurgia Geral e Obstetrícia.
Os deputados solicitam ainda informações sobre o plano de contingência adotado para garantir a continuidade da resposta assistencial e sobre a avaliação que o Ministério faz das denúncias relativas à sobrecarga dos profissionais e à insuficiência de médicos dos quadros.
O PS questiona também que medidas foram ou serão implementadas durante o verão para assegurar equipas médicas completas, tempos de resposta adequados e cuidados de saúde prestados em condições de segurança.
Além das respostas imediatas, os deputados querem conhecer as medidas estruturais previstas para reduzir a dependência de médicos tarefeiros, reforçar a contratação e fixação de profissionais e garantir maior estabilidade das equipas médicas da ULS de Braga.
A administração refere que a cobertura médica foi garantida de acordo com os critérios clínicos estabelecidos, salvaguardando a segurança dos utentes e dos profissionais, apesar das dificuldades que tinham sido antecipadas na elaboração das escalas médicas.






