A empreitada que, desde outubro, obrigava ao corte de trânsito na ponte Eiffel, em Viana do Castelo, foi concluída na quarta-feira, pelo que a circulação já se faz sem condicionamentos, revelou a Infraestruturas de Portugal (IP).
“Mantêm-se alguns trabalhos de acabamento, que serão realizados até ao final da próxima semana. Estes poderão condicionar, de forma pontual, a circulação pedonal no passeio contíguo à via-férrea”, adiantou esta quinta-feira a IP, em resposta a questões da Lusa.
A obra dizia respeito à colocação de barreiras de proteção à catenária da Linha do Minho, na ponte Eiffel, e começou a 20 de outubro de 2025, disse a IP.
A intervenção representou um investimento de cerca de 580 mil euros e teve como objetivo “garantir as condições de segurança da circulação pedonal no tabuleiro rodoviário” da travessia.
A IP destaca que “as soluções implementadas foram desenvolvidas tendo em consideração as especificidades de cada situação identificada e em conformidade com as recomendações da então Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), no que respeita às dimensões, materiais, às fixações e ao impacto visual dos painéis de proteção”.
“O objetivo foi assegurar que a estética e a perceção da Ponte Eiffel e dos respetivos acessos não fossem comprometidas pela instalação destes elementos”, explicou.
Além da população local, a ponte é atravessada todos os dias por muitos peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, na Galiza, em Espanha.
A ponte tem 645 metros de comprimento, é composta por dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário.
Inaugurada em 1878, a ponte metálica sobre o rio Lima foi desenhada pela casa Eiffel de Paris e substituiu a ponte em madeira que ligava o então terreiro de São Bento à margem esquerda do rio Lima, junto à capela de São Lourenço, na freguesia de Darque.






