A Liga para a Proteção da Natureza (LPN) contestou o percurso previsto para a 7.ª etapa d’A Volta a Portugal, agendada para 13 de agosto, por atravessar o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), defendendo a alteração do traçado para evitar áreas ambientalmente sensíveis, como a Mata da Albergaria.
Em comunicado, a associação considera “inaceitável” a passagem da prova pelo interior do único parque nacional português, alertando para a perturbação e potencial degradação de zonas sujeitas a diferentes regimes de proteção.
A LPN critica ainda o facto de o percurso ter sido anunciado antes de ser conhecido o parecer do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entidade responsável por autorizar este tipo de iniciativas em áreas protegidas.
A associação recorda que o regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Nacional proíbe atividades desportivas motorizadas nas áreas mais protegidas e determina que as atividades desportivas não motorizadas carecem de parecer e autorização do ICNF. Refere ainda que a proposta do novo Regulamento de Gestão do parque restringe as competições de ciclismo às áreas de proteção complementar, mediante autorização da autoridade de conservação.
A LPN sublinha que a Mata da Albergaria tem sido alvo de uma crescente pressão turística nas últimas décadas, situação que obrigou ao reforço das medidas de controlo de acessos. Na sua perspetiva, permitir a passagem de uma prova desta dimensão, com a respetiva caravana, veículos de apoio, motos, helicóptero, meios de comunicação e espectadores, comprometeria a política de conservação da natureza naquele território.






