Os Estados Unidos começaram esta quarta-feira de manhã uma nova vaga de ataques contra o Irão. O anúncio foi feito pelo Comando Central norte-americano (CENTCOM) na rede social X, onde pode ler-se que os novos ataques servem para “enfraquecer ainda mais as capacidades militares que o Irão tem utilizado para atacar a navegação comercial no estreito de Ormuz”.
Esta operação durou hora e meia, durante a qual as forças militares dos EUA lançaram “munições de precisão contra sistemas de defesa costeira e instalações de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro na Ilha da Grande Tunb”. Irão avançou que esta vaga fez dois mortos.
Os Estados Unidos garantem ainda que “os ataques comprometeram ainda mais a capacidade do Irão de atacar a navegação comercial no estreito de Ormuz”.
Também durante a madrugada, de acordo com o CENTCOM, uma vaga de ataques contra o Irão durou cerca de sete horas e atingiu alvos militares perto do estreito de Ormuz e nas cidades costeiras iranianas. Segundo o Irão, estes ataques provocaram pelo menos 30 mortos e mais de 200 feridos
Como resposta aos ataques dos EUA, a Guarda Revolucionária iraniana garantiu que o estreito de Ormuz vai continuar encerrado até que os Estados Unidos parem os atos de agressão. Durante esta noite, Teerão lançou uma nova ofensiva contra a Jordânia e o Kuwait, e contra uma infraestrutura militar norte-americana no Bahrain, segundo o The Times of Israel.
Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou esta quarta-feira o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques, apelando à comunidade internacional que tome medidas dissuasoras para conter as ações iranianas.
“Os ataques traiçoeiros do Irão contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia revelam a sua determinação em arrastar a região para um caos e instabilidade ainda maiores e os seus ataques às infraestruturas constituem uma escalada perigosa que a comunidade internacional não pode ignorar”, disse o secretário-geral do CCG, Jassem al-Budawi, num comunicado.
Os ataques com mísseis realizados pelo Irão contra o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia intensificaram-se nos últimos dias, como retaliação pelos bombardeamentos dos Estados Unidos ao território iraniano.
Al-Budawi alertou que estas “agressões”, particularmente as que visam “infraestruturas civis e instalações vitais, não só ameaçam os países afetados, como também têm impacto direto na segurança de toda a região”.
O secretário-geral do CCG “exortou a comunidade internacional a adotar medidas práticas e dissuasoras para garantir o fim dos repetidos ataques iranianos e responsabilizar os agressores, a fim de preservar a segurança e a paz regionais e evitar uma maior escalada do conflito”.
Com Negócios





