“Nenhuma oportunidade económica, nenhum investimento e nenhuma perspetiva de cooperação pode ser colocada acima da vida humana e dos direitos humanos”. É nestes termos que a Juventude Socialista (JS) vimaranense reage à receção do embaixador de Israel pelo presidente da Câmara, Ricardo Araújo.
A JS considera que num momento em que se assiste “ao genocídio em curso na Faixa de Gaza, à destruição de um território, à morte e deslocação de milhares de civis e a gravíssimas violações do Direito Internacional Humanitário”, os representantes institucionais da Cidade Berço “têm uma responsabilidade acrescida na forma como conduzem e comunicam encontros desta natureza”.
Referindo que Guimarães é uma cidade “profundamente ligada aos valores da liberdade, da democracia, da dignidade humana e da paz”, a JS questiona a “normalização de relações de cooperação económica, tecnológica e institucional sem uma palavra sobre o genocídio em Gaza, sobre o sofrimento do povo palestiniano e sobre a necessidade de respeito pelo Direito Internacional”
“Nenhuma relação institucional pode ser apresentada como se estivesse desligada da realidade política e humanitária que vivemos”, frisa.
“O desenvolvimento económico não pode servir de argumento para o silêncio perante a dimensão da tragédia a que assistimos. A defesa dos direitos humanos não pode depender da geografia, da conveniência política ou das oportunidades económicas. Não podemos exigir o cumprimento do Direito Internacional apenas quando nos é politicamente conveniente”, concluem os jovens socialistas.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






