O Bloco de Esquerda repudiou a receção do embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, pelo presidente da Câmara de Guimarães e a forma como o município apresentou publicamente esse encontro. E exige explicações a Ricardo Araújo.
Em comunicado, o Bloco de Esquerda (BE) vimaranense lembra que a publicação oficial do município anunciava “novas possibilidades de colaboração” com Israel nas áreas da inovação, tecnologia, indústria e investimento, um encontro que decorreu “num momento marcado pela devastação de Gaza, pela ocupação do território palestiniano e por graves violações do direito internacional”.
“Esta aproximação institucional não pode ser tratada como uma relação normal entre parceiros”, sublinha o BE, referindo que “uma Câmara Municipal também faz escolhas políticas através das relações que promove”.
O BE defende que Guimarães “não deve aprofundar relações económicas, tecnológicas ou institucionais com o Estado de Israel ignorando o sofrimento do povo palestiniano e as decisões do Tribunal Internacional de Justiça sobre a ocupação dos territórios palestinianos”.
“A procura de investimento ou de oportunidades económicas não pode servir para apagar este contexto”, sustenta o partido.
O Bloco exige, assim, que Ricardo Araújo “esclareça publicamente o objetivo deste encontro, que compromissos ou formas de cooperação foram discutidos e qual a posição do município relativamente às violações do direito internacional nos territórios palestinianos ocupados”.
“Guimarães deve estar do lado do direito internacional, dos direitos humanos e da paz”, diz o partido. “Não podemos fechar os olhos para abrir portas ao investimento”, conclui.
Fernando Gualtieri (CP7889)






