O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou este domingo, em Braga, que “o Governo e a política de direita vão continuar a somar derrotas”, defendendo que a recente contestação ao pacote laboral demonstra que a mobilização dos trabalhadores pode travar as opções do Executivo.
A declaração foi proferida durante a Festa-Convívio de Verão da CDU, realizada na Praia Fluvial de Merelim São Paio, que reuniu militantes do PCP e do PEV, bem como simpatizantes da coligação, num programa que incluiu animação musical, atividades desportivas, jogos tradicionais e iniciativas para crianças.
Na intervenção de encerramento, Paulo Raimundo traçou um balanço crítico da governação PSD/CDS, considerando que “nenhum dos principais problemas que o País enfrenta foi resolvido” e que Portugal é hoje “um país mais injusto e mais dependente”. O líder comunista acusou ainda o Governo de favorecer os grandes grupos económicos e criticou a realização do Conselho de Ministros em Guimarães, classificando-o como “uma grande operação de propaganda e de anúncios”.
O secretário-geral do PCP apontou também críticas à gestão dos exames nacionais, acusando o Governo de falta de responsabilidade na resposta aos problemas registados durante o processo de classificação das provas.
Antes da intervenção de Paulo Raimundo, Nour Ribeiro, da Direção da Organização Regional de Braga do PCP, abordou questões relacionadas com o distrito, defendendo a manutenção da gestão pública do Hospital de Braga e da Unidade Local de Saúde, bem como a construção de uma nova ala cirúrgica e a elevação da unidade a hospital universitário.
O dirigente comunista voltou igualmente a defender a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães e a construção da Variante do Cávado, lamentando que ambas as propostas apresentadas pelo PCP no Orçamento do Estado tenham sido rejeitadas.
Já Filipe Gomes, do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, centrou a sua intervenção nas políticas ambientais, criticando o Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis, por considerar que favorece interesses privados em detrimento da proteção do território.
No final da iniciativa, Paulo Raimundo voltou a sublinhar a importância da mobilização social, sustentando que a luta dos trabalhadores continuará a ser determinante para contrariar as políticas do atual Governo.






