O líder parlamentar do PS afirmou, esta sexta-feira, que os trabalhadores vão agradecer aos que “mantiveram as suas convicções sempre” na “defesa do trabalho” e acusou o Chega de “bater em retirada”, derrotado pelas centrais sindicais.
Eurico Brilhante Dias falava durante a sessão plenária desta sexta-feira no Parlamento, numa declaração de voto oral, minutos depois de ter sido rejeitada a proposta do Governo para alterar a legislação laboral.
“Este projeto, este pacote laboral era um pacote negativo, não era apenas contra os trabalhadores, era contra a economia que queremos ser”, afirmou o socialista.
O líder da bancada socialista frisou que a produtividade não deve aumentar “empobrecendo os mais pobres” e desvalorizando o trabalho, mas sim por via de maior qualificação de empresas e trabalhadores.
“Esta reforma laboral atrasava o país no caminho da qualificação e de melhores salários. Não se melhora a economia nem a nossa comunidade desvalorizando quem trabalha. E esta proposta desvalorizava quem trabalha”, criticou.
Brilhante Dias considerou ainda que esta sexta-feira foi um dia de “aprendizagem coletiva” sobre a importância de um debate político com firmeza nas convicções.
“Hoje os portugueses vão agradecer àqueles que mantiveram as suas convicções sempre, na defesa de uma comunidade melhor, na defesa do trabalho”, acrescentou, agradecendo aos sindicalistas da UGT e da CGTP, bem como dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), alguns dos quais sentados na bancada do PSD.
Em declarações aos jornalistas, já fora do hemiciclo, Brilhante Dias argumentou que o Chega “bateu em retirada”, derrotado pela força dos argumentos das centrais sindicais.
A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi hoje chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.
O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.
PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP juntaram-se nos votos contra da bancada do Chega.






