Luís Filipe Castro Mendes, com a obra ‘Países Estrangeiros – Memórias e Viagens’, venceu da 9.ª edição do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, um prémio instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara de Braga e 12 500 euros de valor monetário.
Editada pela Guerra & Paz, a obra escreve contra o esquecimento, abordando temas como a velhice e a infância, as viagens e os livros, o amor e a sua materialidade, a poesia e o tempo, a morte e a guerra, a política e os anos da Revolução, segundo a sinopse.
O júri, constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Isabel Cristina Mateus e José Manuel de Vasconcelos, reconheceu na obra “um texto de intensa expressividade literária que relata com mestria encontros, factos, situações e ambientes vividos ao longo das muitas viagens e estadas do autor no exercício da sua atividade diplomática”.
Poeta, ficcionista e diplomata de carreira, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950.
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, iniciou a carreira diplomática em 1977, tendo servido como cônsul-geral no Rio de Janeiro e como embaixador em Budapeste, Nova Deli, UNESCO-Paris e junto do Conselho da Europa em Estrasburgo. Foi Ministro da Cultura entre 2016 e 2018.
Publicou o primeiro livro, Recados, em 1983, e ao longo de quatro décadas construiu uma obra poética e ficcional que inclui títulos como ‘A Ilha dos Mortos’, ‘Lendas da Índia,’ ‘A Misericórdia dos Mercados’ e ‘Poemas Reunidos’.






