A Savannah Resources indica que irá interromper os trabalhos de geotecnia que estava de momento a desenvolver no Barroso, no âmbito do seu projeto de exploração de lítio, na sequência de uma providência cautelar.
“A Savannah foi hoje [terça-feira] notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de Geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção de uma providência cautelar”, informou num comunicado à imprensa.
A notificação tem efeitos a partir desta terça-feira, dia no qual a notificação foi entregue. No entender da empresa, está comprovado “o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada” aos trabalhos que decorriam no terreno.
“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da Direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso”, lê-se na mesma nota, em que indica que esta é a terceira vez que é submetida uma providência cautelar aos tribunais.
A empresa diz concordar com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, ao descrever as providências cautelares como um “flagelo” no que diz respeito à demora de execução de projetos no país – mais do que as alegadas demoras nos processos de licenciamento, que considerou “rigorosos” e que respeitam “o tempo limite”.
“A Savannah irá, com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar”, conclui a empresa no comunicado, afirmando que retomará os trabalhos assim que receber luz verde pelas autoridades competentes.
Com ECO





