O PCP afirma que a greve geral no distrito de Braga ficou, marcada por “uma grande mobilização” dos trabalhadores, mesmo os precários, além da “participação massiva” de jovens e das mulheres.
Em comunicado ao jornal ‘O Vilaverdense’/PressMinho, os comunistas sublinham que no distrito, uma, “região industrializada”, “foi grande a participação dos trabalhadores nos sectores público e privado”, “à imagem daquilo que aconteceu no resto do país”.
“A grande greve geral de hoje [quarta-feira] constitui uma poderosa ação para a derrota do pacote laboral, apresentado pelo Governo PSD/CDS e apoiado pelo CH e IL”, diz o PCP.
O partido destaca a adesão dos trabalhadores da indústria transformadora, apontando o caso do Complexo Grundig (Braga), onde se inclui a BOSCH, APTIV e FEHST, com “a adesão a rondar os 90%, e em alguns turnos a ultrapassar os 95%”.
O PCP adianta que também no complexo da Continental Mabor (Famalicão) houve uma grande adesão, onde se incluem empresas como a Olicargo, ITA e Schnellecke com mais de 95% de adesão. Destaca ainda para a Amtrol-Alfa (Guimarães), com a adesão a rondar os 70% no turno da noite e os 85% no turno da manhã.
Também no sector das cutelarias e do têxtil, a Herdmar viu 80% da produção parada, na Tearfil 95%, na Mabera (ex-Coelima) 99%, enquanto a Fach encerrou.
“SEVERAMENTE AFETADOS”
No sector dos transportes, o PCP afirma que os transportes públicos na região foram “severamente afetados” – Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães “entre 70 e 90%”. Destaca “a paralisação total da Estação de Comboios de Braga, salvo serviços mínimos, grande adesão na Guimabus e nos TUB-EM (Transportes Urbanos de Braga), com uma adesão de 94%”. Já na Central Rodoviária de Braga, nenhum autocarro de âmbito regional saiu em serviço e diversos de longo-curso foram afetados.
Na administração local, o partido diz que a adesão “foi expressiva “nos estaleiros das câmaras de Guimarães e de Braga, nas empresas de recolha de resíduos, limpeza urbana, água e saneamento como é o caso da Vitrus (Guimarães), da Agere (Braga) e Vimágua, com 85% (Guimarães e Vizela)”.
“ADESÃO SIGNIFICTIVA” NA SAÚDE
Nos serviços de saúde “a adesão foi significativa e generalizada em todo o distrito, com destaque para os hospitais de Braga e Guimarães, que registaram uma forte adesão de 90%.”
Nas escolas e cantinas escolares, também se registou uma forte adesão com dezenas de escolas e cantinas encerradas em todo o distrito, destacando o encerramento do colégio Dom Pedro V, em Braga.
O sector social, a greve fez-se sentir com “uma grande adesão dos trabalhadores, levando ao condicionamento e encerramento de vários serviços”, sublinhando “o encerramento de diversas creches no distrito, a Fraterna (Guimarães) e o encerramento da Creche de Braga.”
“Apesar dos mais variados relatos de assédio por parte do patronato, a greve atingiu também o sector do comércio, com forte impacto nas lojas Primark, Continente e Lidl a funcionar com chefias ou com trabalhadores em substituição de trabalhadores em greve”. Já nas lojas do Pingo Doce com adesão de 90%.
No sector da cultura, os comunistas destacam o encerramento do Theatro Circo, em Braga, e salienta a expressão em diversos sectores, como nas finanças, nos tribunais, nas agências bancárias, “nomeadamente no atendimento em diversos balcões da Caixa Geral de Depósitos”.
Fernando Gualtieri (CP7889)







