O Festival Internacional de Órgão regressa a Famalicão, entre 22 e 24 de maio, para cumprir a sua 11ª edição, em conjunto com Santo Tirso, e, pela primeira vez, Guimarães. O FIO tem como objetivo conectar territórios, património e pessoas, oferece concertos em igrejas e monumentos históricos nas três cidades.
Assim, no dia 22 de maio, às 21h30, a Igreja de São Pedro de Bairro, em Famalicão, cujo grande órgão de tubos foi instalado pela JMS Organaria e inaugurado em setembro do ano passado, recebe um programa que conta com a organista italiana Ilaria Centorrino.
Este concerto traça um percurso coerente centrado na influência italiana na música para órgão alemã entre os séculos XVII e início do século XVIII, ilustrando como uma linguagem musical nascida em Itália — sobretudo a do concerto e das formas baseadas em ostinato — foi absorvida, transformada e reinterpretada por alguns dos mais importantes compositores da Europa setentrional.
No sábado, 23 de maio, realiza-se agora na Fundação Cupertino de Miranda, às 21h30, realiza-se um novo concerto, com um programa celebra o centenário do icónico filme ‘O Fantasma da Ópera’ (1925), uma obra-prima do cinema, dirigida por Rupert Julian e baseada no romance de Gaston Leroux.
O objetivo é proporcionar ao público a experiência da interpretação em direto de uma banda sonora interpretada pelo órgão, instrumento que desempenhava um papel crucial em algumas salas de cinema da época, proporcionando a atmosfera dramática e envolvente que acompanhava as projeções.
O concerto é protagonizado pelo organista português André Ferreira, que executa músicas e realiza improvisações ao órgão para evocar a intensidade emocional e o suspense que marcaram o filme, uma história de amor, obsessão e mistério ambientada na Ópera de Paris.
“O evento não só homenageia o centenário desta obra cinematográfica pioneira, como também resgata a tradição da música em direto como parte integrante da experiência do cinema mudo”, afirma a organização, a cargo da Organizado pela Tagus – Atlanticus Associação Cultural e pela empresa JMS Organaria.
VERDI, PIAZZOLA, VILLA-LOBOS E GOROSARRI
O FIO – Festival Internacional de Órgão, que já alcançou, mais de 6500 espetadores ao vivo e cerca 15 mil pelas redes sociail, termina a sua passagem por Famalicão no 24 de maio, às 17h00, com um concerto dos espanhóis Miriam Cepeda no órgão da Igreja de Ribeirão e Luis Alberto Requejo no clarinete.
O programa oferece ao público diálogos musicais entre os continentes europeu e americano, contemplando obras diversas como Rigoletto – fantasia de concerto, arranjo de Luigi Bassi a partir de motivos da ópera homónima de Giuseppe Verdi; Cantilena, das Bachianas Brasileiras de Heitor Villa-Lobos; Tango, de Astor Piazzolla; e improvisação sobre um canto basco de Eduardo de Gorosarri, composto a partir de uma melodia popular basca, entre outras.
Na Igreja de Ribeirão destacam-se dois instrumentos: um órgão histórico tipo realejo, em formato de armário, construído pelo organeiro português António José dos Santos (c.1808-1883), com 14 meios registos e dois pedais para acionar os cheios; e um órgão Klais, com 15 registos, dois teclados e pedaleira, de construção da empresa alemã Orgelbau.






