Os pais dos alunos da Escola Básica de S. Lázaro, em Braga, manifestaram-se esta sexta-feira contra as avarias “recorrentes” do sistema de ar condicionado, que dizem registar-se desde 2018, ano em que terminaram as obras de requalificação do estabelecimento.
“Desde que a escola foi requalificada, o sistema de ar tem registado recorrentes avarias. No inverno, é um frio que não se aguenta, havendo alunos que chegam a levar mantinhas. No verão, é um calor insuportável. Este ano, aceitaram, excecionalmente, a utilização de ventoinhas para as provas ModA”, disse a mãe de uma aluna à Lusa.
Ana Alves acrescentou que o ar condicionado, quando funciona, “faz muito barulho” e que há salas que têm permanentemente um balde para aparar a água que sai do aparelho.
Disse ainda que a câmara, sempre que lhe são reportadas avarias, tem optado apenas por “alguns remendos”, que resolvem o problema por pouco tempo.
“Este ano, o ar condicionado tem estado muito mais tempo avariado e agora atingimos o limite. Estamos a falar de uma escola nova, resultante da requalificação total que sofreu. É inadmissível que, em oito anos, este problema do ar condicionado nunca tenha sido resolvido”, referiu Ana Alves, para justificar a manifestação que os pais promoveram esta sexta-feira.
RUI ROCHA PEDE SOLUÇÃO
O assunto foi levado à reunião de câmara desta sexta-feira pelo vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, que criticou o arrastar do problema durante oito anos, apesar das “inúmeras” queixas dos pais.
“A câmara não esteve presente, alheou-se da solução deste problema. Não há festa nem festança em que não apareça a dona Constança, mas quando é para resolver o problema de crianças, quando é para resolver o problema dos pais, quando é para dar condições às nossas crianças para frequentarem uma escola, ninguém aparece, nem a vereadora da Educação, nem o presidente da câmara. É preciso realizar uma festa na escola de S. Lázaro para que o presidente da câmara e a vereadora apareçam e deem respostas aos pais?”, criticou.
Para Rui Rocha, foi atingido o limite do tempo de espera e “é preciso resolver agora”.
CÂMARA ESPERA PEÇA
Aos jornalistas, o presidente da câmara, João Rodrigues, admitiu preocupação com o problema, mas garantiu que se está a trabalhar para a sua resolução.
“Quando nós tomámos posse, lembro-me que o ar condicionado estava avariado. Nós reparámos o ar condicionado e, passado algum tempo, o ar condicionado voltou a variar. Nós voltámos a arranjar o ar condicionado, e agora na mudança de ciclo de verão para inverno, na noite de trovoada da semana passada, houve uma peça que se avariou. A peça não está disponível e, portanto, não pode ser instalada, só a temos para a semana”, referiu.
Questionado se a peça resolverá o problema e acabará com as avarias constantes, João Rodrigues respondeu: “Presumo que sim”.






