O ministro da Administração Interna disse esta terça-feira, em entrevista à TVI/CNN, que tudo indica que “houve facilitismo e aceitação de comportamentos desviantes” em relação às torturas e violações filmadas em esquadras da PSP em Lisboa.
“São crimes particularmente graves, muito graves. Condeno-os de uma forma muito ampla e veemente”, afirma Luís Neves, traçando, contudo, uma diferença entre os envolvidos no caso. “Uma coisa é quem teve acesso às imagens e ficou em silêncio, outra é quem participou na violência.”
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Luís Neves garante que o que aconteceu nas esquadras do Rato e do Bairro Alto foram casos isolados. “Não temos indício de que haja esse tipo de comportamentos noutras esquadras”, frisa o governante, lembrando que “foi a própria instituição (PSP) que comunicou o sucedido à autoridade judiciária.”
O Ministro da Administração Interna acredita que, por isso, não existe necessidade de serem realizadas inspeções gerais em todas as esquadras do país.
Dos 25 detidos, pelo menos dois vão a julgamento
Estas novas detenções surgem no âmbito da investigação liderada pelo DCIAP em articulação com a PSP. O processo já tinha resultado na detenção de nove polícias, dois dos quais já acusados.
O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, avisa que a instituição tem “tolerância zero” para este tipo de casos e garante que os cidadãos “podem continuar a confiar” na força policial.






