A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a desenvolver a intervenção arqueológica associada à construção do novo Mercado Municipal “com todo o rigor técnico e científico”, assegurando a preservação pelo registo dos vestígios do antigo Convento de São Bento.
A garantia foi deixada pelo presidente da autarquia, Luís Nobre, durante uma visita técnica ao local, onde decorrem escavações prévias à obra. O autarca sublinhou que o objetivo passa por “preservar o que encontramos através do registo” e compilar toda a informação numa futura publicação.
Os trabalhos arqueológicos já abrangeram cerca de mil metros quadrados e permitiram identificar estruturas não religiosas do convento, fundado no século XVI, incluindo dormitórios, enfermarias e áreas técnicas, revelando diferentes fases de ocupação ao longo de vários séculos.
Segundo o responsável pela unidade de arqueologia do município, Miguel Costa, as escavações trouxeram à luz “cinco séculos de história preservados debaixo das terras”, acrescentando que os trabalhos vão prosseguir e expandir-se a áreas envolventes.
Apesar da relevância dos achados, a construção do novo mercado não está em causa. “Vai ser construído aqui, mas recorrendo a todas as técnicas de registo e preservação do que foi este convento”, assegurou o presidente da câmara.
O projeto prevê também a valorização da Igreja de São Bento e dos claustros, que serão alvo de esforços de reabilitação e poderão vir a ser classificados como Monumento de Interesse Público. A autarquia pretende que o espaço ganhe nova vida, não apenas na vertente religiosa, mas também cultural e turística.
O futuro Mercado Municipal é considerado estruturante para a dinamização do centro histórico, representando um investimento de mais de 13 milhões de euros e contemplando dezenas de bancas, espaços comerciais e estacionamento em cave.






