O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, acusou a oposição de “criar ruído” e de fabricar polémicas em torno da utilização das piscinas municipais, na sequência de declarações da vereadora do movimento Amar e Servir Braga, Marta Mendes.
Numa tomada de posição pública, o autarca sustenta que, desde o início do mandato, a oposição tem optado por uma estratégia assente na criação de controvérsia, em vez de contribuir para soluções. “Não construir, não contribuir, não esclarecer. Criar ruído, fabricar polémicas”, afirmou, apontando o caso das piscinas como exemplo recente.
Em causa estão alegações sobre a ocupação dos equipamentos pelo Sporting Clube de Braga, entretanto desmentidas pelo próprio clube. Segundo João Rodrigues, o SC Braga utiliza cerca de 30% dos tempos de água, “e não 80% como foi insinuado”, sublinhando ainda que existem mais 26 entidades com atividade regular nestas infraestruturas.
O presidente da Câmara detalha que, só no complexo da Rodovia, o município dinamiza quatro programas desportivos, envolvendo mais de 300 utentes, além de disponibilizar horários a cerca de duas dezenas de escolas e instituições e garantir períodos de utilização livre para a população. No total, considerando outras infraestruturas municipais, o universo de utilizadores ultrapassa os 3.200.
Perante estes números, o autarca aponta duas possíveis explicações para as críticas: “ou não se conhece a realidade, ou conhece-se e deturpa-se de propósito”. João Rodrigues rejeita ainda a ideia de que os clubes constituam um obstáculo ao acesso da população, defendendo que estes representam “as crianças, os jovens e os adultos” que praticam desporto na cidade.
Na mesma nota, acusa a oposição de tentar transformar um serviço público com ampla adesão num problema político, por “cálculo” e incapacidade de reconhecer o que considera funcionar bem. “Isto não é oposição séria. É política pequena”, conclui, defendendo que Braga “merece muito melhor”.






