A CDU acusa o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, de “arrogância” e de manifestar “falta de compromisso” com os interesses do concelho e da região, não passando, por isso, de “um mero representante do Governo”.
No comunicado ao jornal ‘O Vilaverdense’/PressMinho, a coligação PCP/PEV analisa a entrevista dada recentemente pelo autarca, eleito pelo PSD/CDS, ao Jornal de Notícias, onde aborda temas como habitação, transportes públicos e mobilidade, divisão administrativa do território, entre outros.
A primeira conclusão que a CDU tira é que a entrevista “clarifica a falta de compromisso do presidente da Câmara de Braga com os interesses do concelho e da região e denota uma postura de arrogância”.
Sobre os transportes públicos, a CDU afirma que João Rodrigues confirma o abandono do investimento em BRT dentro do concelho, “projeto relativamente ao qual a coligação PSD/CDS alimentou enormes expectativas ao longo de anos, incluindo, com destaque, na campanha das últimas eleições autárquicas”.
Confirma também o abandono da ligação ferroviária Braga a Guimarães, investimento de “grande relevância para o desenvolvimento regional”, cuja importância foi reconhecida e sublinhada pela totalidade das forças representadas na Assembleia Municipal de Braga, que aprovou uma moção sobre o tema”. Esta ligação regional é igualmente uma das bandeiras da CDU.
Sobre a circular externa, a CDU conclui que não são dados “quaisquer sinais de concretização da obra”, apesar das “muitas promessas”.
“O presidente da Câmara dá garantias verbais da sua realização, sem data prevista, sem fundos e alocados e sem contratos assinados”, aponta o comunicado.
“A palavra não vale mais do que qualquer contrato e esta é uma obra prevista desde o PDM de 1994 que está apalavrada há décadas. O que é necessário é dar início”, afirma a CDU.
REPRESENTANTE DO GOVERNO DE MONTENEGRO
Já sobre a divisão administrativa do território, a CDU entende “grave” um presidente da Câmara afirmar “não ser fã da regionalização”.
“Apesar de ser essa a organização administrativa constitucionalmente consagrada, fundamental para a efetiva descentralização e para a eternamente adiada racionalização da administração do Estado e dos seus serviços, as opções têm sido sempre as de afastar a sua concretização”, acusa, considerando que “Braga, pela sua importância, condições e posicionamento geográfico, não pode opor-se a este processo”.
A CDU conclui que entre soluções para a habitação, TGV, BRT, ou regionalização, “a verdade é que as populações continuam à espera de resposta”.
“Seis meses após as eleições autárquicas, João Rodrigues comprova ser um mero representante do Governo no concelho e na região”, acusa.
Fernando Gualtieri (CP7889)






