O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, partiram esta segunda-feira para uma visita a Ucrânia, numa altura em que se assinalam quatro anos de guerra no país. Costa e Von der Leyen seguem viagem já esta segunda-feira.
“Com o inverno rigoroso a atingir o país, a Rússia tenta mais uma vez congelar a Ucrânia até à submissão, visando sistematicamente a infraestrutura energética, deixando milhões de pessoas no escuro e no frio”, lê-se no comunicado em é anunciado que os dois responsáveis vão estar no país: “Mais do que nunca, a Europa está ao lado da Ucrânia, e esta visita também destacará o nosso amplo apoio ao nosso corajoso parceiro e vizinho.”
A nota dá ainda conta de que Moscovo tem sofrido “perdas enormes” e tem tido “escassos ganhos territoriais.”
De acordo a informação, Costa e Von der Leyen vão participar numa cerimónia oficial na terça-feira, assim como visitar infraestruturas energéticas atingidas por mísseis russos.
“Os dois presidentes vão reunir-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. Os líderes também vão participar numa reunião da ‘Coligação dos Dispostos'”, que decorrerá em Kyiv.
“O encontro reafirma o compromisso dos 35 países participantes no apoio à Ucrânia, na procura de uma paz duradoura e sólida, garantindo a segurança tanto da Ucrânia quanto da Europa”, lê-se na nota.
A Ucrânia resiste há quatro anos a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, enquanto a Rússia mantém o propósito de vergar a Ucrânia, apesar de mais de um milhão de baixas, das sanções internacionais e de uma economia estagnada e em risco de declínio.
Quase quatro anos após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se, na semana passada, conversações diretas entre Moscovo e Kyiv, mediadas por Washington, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.
Naquele que é o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, as negociações continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kyiv se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.






