Pelo menos 15 pessoas morreram este domingo e outras sete ficaram feridas, quando um ‘drone’ russo atingiu um autocarro que transportava mineiros em Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, centro da Ucrânia.
O ataque ocorreu durante um “ataque russo em grande escala” contra minas na zona, operadas pela empresa de energia DTEK, que deu conta das mortes dos mineiros na rede Telegram.
“O epicentro de um dos ataques foi um autocarro de trabalho que transportava mineiros da empresa após um turno na região de Dnipropetrovsk. Até ao momento, sabe-se que 15 mineiros morreram. Segundo informações preliminares, sete mineiros também ficaram feridos”, relatou a empresa.
Segundo o comandante militar da região, Oleksandr Ganzha, as autoridades locais iniciaram uma investigação para obter mais informações sobre o ataque.
Ganzha anunciou ainda, através do Telegram, a ativação de um alerta regional devido à possibilidade de novos bombardeamentos.
Os ataques surgem durante um cessar-fogo parcial contra alvos do sistema energético devido ao frio extremo, acordado com a mediação dos Estados Unidos entre a Rússia e a Ucrânia, que o Kremlin afirma que deverá durar até hoje.
Não foram registados bombardeamentos contra o sistema energético desde quinta-feira, mas os ataques com ‘drones’ contra outros alvos continuaram, e dois civis foram mortos na noite passada na mesma região de Dnipropetrovsk.
Outro bombardeamento russo atingiu este domingo uma maternidade na cidade de Zaporijia, no sul do país, causando pelo menos seis feridos, duas das quais mulheres que realizavam exames médicos, segundo o chefe da administração regional, Ivan Fedorov.
CONTACTOS TRILATERAIS
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou este domingo que os próximos contactos trilaterais com a Rússia e com os Estados Unidos terão lugar nos próximos dias 4 e 5 de fevereiro em Abu Dhabi e não este domingo, como inicialmente indicado pelas partes.
“A Ucrânia está pronta para uma discussão substancial e estamos interessados em garantir que o resultado nos aproxima de um fim real e digno da guerra”, escreveu o líder ucraniano nas redes sociais.
No sábado, negociadores da Rússia e dos Estados Unidos encontraram-se em Miami, na Florida, onde ambos os lados se referiram a discussões “produtivas e construtivas”, mas não forneceram detalhes.
Russos, ucranianos e norte-americanos iniciaram conversações em 23 e 24 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos sobre o plano proposto por Washington para pôr fim a quase quatro anos do conflito, desencadeado em fevereiro de 2022 pela invasão russa da Ucrânia.
Volodymyr Zelensky ressalvou, no entanto, na sexta-feira, que as conversações ainda estavam paralisadas devido à questão do futuro dos territórios no leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo.
A Rússia pretende que as forças ucranianas se retirem das zonas da região do Donbass que ainda controlam, uma exigência repetidamente recusada por Kyiv, que reclama por seu lado garantias de segurança para evitar uma nova agressão russa.






