O Presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, admitiu, esta sexta-feira, que seria possível que viesse a acontecer uma “tomada de controlo amigável” de Cuba.
O chefe de Estado dos EUA explicou aos jornalistas na Casa Branca que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a lidar com a questão já a um “alto nível.”
“O Governo cubano está a conversa connosco e está numa situação muito difícil”, referiu Trump na Casa Branca, antes de viajar para o Texas.
“Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba”, apontou.
Note-se que as relações entre Havana e Washington já tinham sido tema esta semana quando foi conhecido que, na quarta-feira, a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, depois de a embarcação não ter obedecido à ordem de paragem em águas territoriais e ter aberto fogo.
Outras seis pessoas que seguiam na lancha ficaram feridas, assim como o comandante da embarcação cubana, que tinha cinco pessoas a bordo.
Segundo o ministério do Interior cubano, a embarcação aproximou-se “a nordeste do canal El Pino, no Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara” (centro de Cuba), onde uma unidade com cinco membros da Guarda Costeira se aproximou “para identificação”.
De seguida, “a lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos”, que ripostaram.
O procurador-geral da Florida (estado mais próximo), James Uthmeier, anunciou desde logo a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os “comunistas serão responsabilizados”.
“Ordenei ao Ministério Público que trabalhe com os nossos parceiros federais, estaduais e policiais para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no Governo cubano e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar estes comunistas”, frisou Uthmeier nas suas redes sociais.






