Os veículos de reboque que prestam assistência aos automóveis que ficam parados nas bermas das autoestradas, scuts ou vias rápidas podem vir a deixar de prestar serviços de longo curso já a partir da próxima sexta-feira, avisou a Associação Nacional do Ramo Automóvel.
O presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel (Aran) alertou, esta quarta-feira, na TSF, para o aumento considerável do preço dos combustíveis, nomeadamente do gasóleo, que representa “um terço do custo” despendido por estas empresas de reboques.
Rodrigo Ferreira da Silva, explicou à TSF que o risco de paragem surge depois de o setor ter ficado excluído das medidas anunciadas pelo Governo para enfrentar a subida dos preços dos combustíveis, devido à guerra no Irão, desencadeada pelos Estados Unidos da América e Israel.
Acrescentou ter a esperança de que em causa esteja apenas um “lapso”, até porque as ambulâncias e carros das corporações de bombeiros “também avariam”.
“Mais uma vez, nas medidas que já foram anunciadas pelo Governo, queremos acreditar que foi por lapso que não incluíram a prestação de serviços de pronto-socorro pelos reboques, que é tão essencial para a boa circulação e desimpedimento das vias, no caso de acidentes e avarias, nas estradas portuguesas”, argumentou à mesma rádio.
40 CÉNTIMOS POR LITRO
Rodrigo Ferreira da Silva sublinha que este é um setor com “zero apoios” por parte do Estado, apesar de ser “fundamental” que existam, tal como aconteceu em 2022, a propósito da guerra na Ucrânia. “Sem este apoio extraordinário e temporário, dificilmente as empresas conseguem sobreviver a mais uma crise”, insiste.
A Aran reivindica, por isso, uma comparticipação na ordem dos 40 cêntimos por litro para cada viatura de reboque. Este não é um “apoio milionário”, mas será “o suficiente” para “amortecer” uma parte desta escalada de preços.
Caso se venha a confirmar, ainda assim, a falta de medidas para o setor por parte Estado, as empresas de reboque ponderam, então, interromper a assistência aos automóveis que ficam parados nas bermas das autoestradas, scuts ou vias rápidas, por ser a “única maneira” de reduzir o prejuízo. Este serviço, esclarece o líder da Aran, é o que obriga a percorrer mais quilómetros.
Referiu que por parte da associação, tem existido “contacto” com o Governo e os diferentes grupos parlamentares, porém, ainda não há qualquer “luz verde” em relação às iniciativas pedidas.
“Queremos acreditar que foi só por esquecimento, que na primeira comunicação das medidas este setor foi esquecido. Contamos que seja rapidamente retificado esse esquecimento e que estas empresas possam ter um apoio que é essencial para continuarem a prestar este serviço tão relevante aos automobilistas em Portugal”, salienta, lembrando o “envelhecido” Parque Automóvel em Portugal, que tem “mais de 14 anos de idade média”.
Com TSF






