A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) entregou, esta terça-feira, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, em Caminha, a cerimónia de entrega de novos equipamentos destinados a reforçar a capacidade operacional do Comando Distrital da Proteção Civil e das corporações de bombeiros do território.
A sessão contou com a presença de representantes institucionais das corporações de bombeiros e suas associações humanitárias, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viana do Castelo, dos s presidentes das câmaras Alto Minho e do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Pedro Machado.
De acordo com a CIM, os equipamentos agora cedidos representam, em conjunto, um investimento de mais de 200 mil euros, materializado “em meios essenciais” como uma unidade autónoma para enchimento de cilindros de ar respirável, monitores interativos operacionais, tablets RugGear de uso tático e rádios portáteis SIRESP destinados aos serviços municipais de proteção civil.
“Estes recursos reforçam a resposta em situações de emergência, a coordenação entre entidades e a capacidade de atuação no terreno, particularmente relevante num território cada vez mais exposto a fenómenos extremos e às consequências das alterações climáticas”, sublinha o organismo intermunicipal.
O presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, destacou que este investimento “só é possível graças ao trabalho conjunto entre municípios, entidades regionais e operacionais”, afirmando que “equipar mais e melhor exige visão integrada, cooperação intermunicipal e compromisso real com quem está na linha da frente”.
Sublinhou que a proteção civil enfrenta hoje desafios crescentes, exigindo não apenas tecnologia avançada, mas também a valorização dos meios humanos: “A proteção das populações depende da capacidade de reter e valorizar homens e mulheres que dedicam a sua vida ao serviço público. Equipamentos só fazem sentido com equipas motivadas, reconhecidas e com carreiras dignas.”
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS MUDAM MAPA DE RISCOS
António Barbosa lembrou ainda que o Alto Minho vive um contexto de transformação devido às alterações climáticas, apontando a necessidade de reforçar a prevenção através de sistemas de vigilância, capacidade de antecipação e planeamento conjunto.
Salientou que fenómenos recentes demonstram que “o mapa de risco mudou” e que o território precisa de respostas mais integradas, eficientes e orientadas pelo conhecimento técnico e científico.
O vice-presidente da CCDR-N, Pedro Machado, destacou por sua vez o impacto do financiamento europeu na modernização das operações de proteção civil na região.
Afirmou que “a entrega demonstra como os fundos europeus podem transformar-se em soluções concretas e imediatamente aplicáveis no terreno para proteger vidas, bens e territórios”.
Recordou que o projeto ATEMPO abrange centenas de milhares de habitantes, incorpora ferramentas tecnológicas inovadoras e inclui formação especializada, enquanto o NORTE2030 já permitiu aprovar várias candidaturas no Alto Minho, superando os 3,6 milhões de euros em investimentos destinados a reforçar meios e modernizar a coordenação operacional.
Os equipamentos entregues esta terça-feira serão utilizados de forma articulada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho e pelas corporações de bombeiros dos dez municípios, representando, “acima de tudo, melhores condições de trabalho para os operacionais e maior segurança para quem vive, trabalha ou visita o Alto Minho”.
Os equipamentos agora cedidos foram adquiridos ao abrigo dos projetos ATEMPO, financiado pelo Interreg VI-A POCTEP, e ReforçAM, apoiado pelo Programa Regional do Norte 2021-2027 (NORTE2030).







