Os deputados do PS eleitos por Braga exigem que o Governo clarifique se vai incluir a construção do nó de acesso à autoestrada A11, em Vizela, no âmbito da comissão de negociação da concessão da Brisa.
Numa pergunta ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, os deputados querem saber se esta intervenção está a ser equacionada no âmbito da avaliação de novos investimentos em acessibilidades e que prioridade está a ser dada à mesma pela comissão, agora constituída.
“Temos suscitado esta questão várias vezes, nomeadamente nas audições regimentais que tiveram lugar na Assembleia da República, e o que nos foi dito pelo senhor secretário de Estado responsável pela área das Infraestruturas foi que esse nó está a ser enquadrado no âmbito das concessões rodoviárias, concretamente no contexto da Comissão de Negociação da Concessão do Grupo Brisa”, afirma em comunicado Irene Costa, deputada eleita pelo Círculo Eleitoral de Braga
“Não obstante estas declarações, entendemos que é fundamental obter esclarecimentos adicionais que, de forma clara e objetiva, nos possam dar garantias de que este investimento é mesmo para avançar”, diz a socialista, sublinhando a “importância deste nó de acesso não só para a população de Vizela, mas para toda a região”.
Nesse sentido, os deputados socialistas perguntam se o Ministério das Finanças deu luz verde para a avaliação deste investimento, incluindo a ponderação dos respetivos efeitos financeiros e contratuais, e em que fase se encontra esse procedimento negocial.
Os deputados colocam ainda o cenário de esta obra não vir a ser incluída no âmbito da concessão da Brisa, para exigirem uma alternativa.
“Não vislumbramos qualquer razão aceitável para que este nó não venha a ser enquadrado na negociação da concessão da Brisa, mas caso tal venha a acontecer, queremos saber se o Governo dará instruções à Infraestruturas de Portugal para avançar com os necessários projetos de execução, para que esta possa vir a ser inscrita em sede orçamental”, explica Irene Costa, concluindo que “são necessárias garantias de execução e um calendário claro sobre uma matéria tão relevante para quem vive e se desloca nesta zona do país”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






