A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão lamentou, esta quarta-feira, em comunicado, a decisão do grupo Editave de suspender “por tempo indeterminado” a edição impressa do jornal Opinião Pública. A Câmara rejeita a responsabilidade do boletim municipal efe na suspensão do jornal.
Considerando aquele periódico um “título incontornável da imprensa local famalicense”, a autarquia, liderada pelo social democrata Mário Passos, lamenta ainda que esta decisão de suspender um título semanal com mais de três décadas de existência “esteja a ser justificada com a recente edição do renovado boletim municipal – o efe – que foi lançado há nem uma semana e que será editado de dois em dois meses”.
“O boletim municipal de Famalicão é uma publicação institucional editada pela autarquia desde a década de 80, com o objetivo de informar os cidadãos sobre a atividade autárquica e sobre as dinâmicas sociais, culturais e desportivas que decorrem no concelho, e está longe de ser um caso único no país, dada a existência de inúmeros boletins municipais que comungam da mesma filosofia do boletim famalicense”, diz a autarquia.
Acrescenta que “nestas mais de quatro décadas, o boletim municipal já conheceu vários formatos, coexistiu sempre no espaço público com os órgãos de comunicação social locais e nunca se posicionou como um produto concorrencial”.
“Desta vez não é diferente. O efe apresenta alterações ao nível do design, do formato e do conteúdo, mantém a mesma tiragem e a mesma metodologia de distribuição e, acima de tudo, mantém o seu cariz institucional”.
A Câmara estranha “ainda a indignação com os novos conteúdos plasmados no renovado boletim – uma prática comunicativa que a Câmara Municipal tem vindo a seguir há já vários anos para valorização da atividade autárquica, mas também do território e dos seus protagonistas – e que seja colocada em causa a legitimidade de uma instituição decidir onde, quando e como anuncia aquilo que diz respeito à sua atividade”.
A Câmara reitera que “o efe não é, nem pretende ser um produto concorrencial” da imprensa local e regional, por quem “a autarquia tem um enorme respeito e com quem continuará a manter uma profícua colaboração institucional” e “rejeita “liminarmente a acusação de que o renovado boletim municipal possa estar na base da recente decisão do grupo Editave de suspender o jornal Opinião Pública”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






