A Câmara de Braga anunciou que integrou praticamente 70% das propostas apresentadas pelos vereadores da oposição na elaboração do Plano de Atividades e Orçamento Municipal para 2026. Em causa estão 118 propostas acolhidas num total de 172, o que corresponde a 68,6 por cento.
A abertura do processo à oposição ocorreu no início de janeiro, quando o presidente do município, João Rodrigues, solicitou formalmente contributos aos restantes eleitos para a preparação dos documentos estratégicos do próximo ano.
“Abrir este processo à oposição foi uma escolha política e um sinal de responsabilidade logo no arranque do mandato. Braga não precisa de ruído, precisa de soluções úteis e executáveis, e os números mostram que este diálogo foi levado a sério”, afirmou o autarca.
João Rodrigues sublinhou ainda que a maioria das propostas agora integradas já constava do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga, que venceu as últimas eleições autárquicas.
“A esmagadora maioria das propostas integradas já constava do Programa Eleitoral da coligação, que recebeu o mandato dos bracarenses e que é a base orientadora do Plano e do Orçamento para 2026. O que este processo demonstra é que, quando o foco está nos problemas reais, há convergências relevantes e espaço para construir”, declarou.
Segundo o presidente da autarquia, nem todas as propostas apresentam o mesmo grau de maturidade ou impacto financeiro. Algumas serão executadas integralmente já em 2026, enquanto outras terão uma aplicação faseada ao longo do mandato. “Algumas terão arranque em 2026 e desenvolvimento progressivo, de forma responsável e sustentada”, acrescentou.
O autarca referiu ainda que, em vários casos, as propostas da oposição, embora não coincidam integralmente com as medidas previstas, apontam para os mesmos objetivos estratégicos.
“Reforçam opções que já estavam definidas e que agora ganham maior densidade política e consenso”, concluiu.
O orçamento municipal para 2026 é o maior de sempre no concelho de Braga, fixando-se nos 285 milhões de euros. O documento prevê igualmente o maior volume de investimento municipal de sempre, no montante de 102,6 milhões de euros, destinado a áreas como infraestruturas, habitação, mobilidade e equipamentos públicos.






