Pelo menos oito pessoas morreram na quarta-feira durante uma operação policial no Rio de Janeiro, incluindo Cláudio Augusto dos Santos, de 55 anos, considerado uma figura-chave do Comando Vermelho, um dos maiores grupos criminosos do Brasil.
A operação mobilizou cerca de 150 elementos do BOPE, unidade de elite da polícia militar, apoiados por veículos blindados, em várias favelas próximas do bairro turístico de Santa Teresa.
Segundo o chefe da polícia militar, Marcelo Menezes Nogueira, seguiu-se um intenso confronto armado que resultou na morte do alvo e de outros seis suspeitos. A oitava vítima foi um residente local, refém durante a ação, que morreu durante a troca de tiros.
Durante a operação, foram detidas 116 pessoas e apreendidas 21 armas, 105 quilos de cocaína e 600 quilos de marijuana. Em retaliação, criminosos incendiaram um autocarro no centro da cidade e ergueram barricadas com veículos, segundo testemunhas.
O Rio de Janeiro enfrenta há anos disputas territoriais violentas entre fações criminosas, e as operações policiais têm sido alvo de críticas de organizações de direitos humanos, embora uma maioria da população apoie ações para reforçar a segurança, especialmente com as eleições de outubro a aproximarem-se.
Em paralelo, a polícia brasileira lançou operações em 15 estados contra organizações ligadas ao tráfico de drogas e armas.
O Governo brasileiro procura ainda que Washington não classifique o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mantendo a classificação de organizações criminosas.






