A subida do caudal do rio Cávado, na sequência das descargas na barragem da Caniçada e associadas à precipitação intensa, está a ser acompanhada pelas juntas ribeirinhas de Palmeira e Adaúfe, e Proteção Civil de Braga.
À Rádio Universitária do Minho (RUM), o presidente da Junta de Freguesia de Palmeira, José Ferreira reiterou, esta segunda-feira, o apelo à população para que respeite a sinalização e as recomendações da Proteção Civil.
Com os acessos às praias fluviais barrados, o autarca lembra que “além do caudal do rio”, existe o risco de “movimentações de terras, queda de árvores e ramos e outras situações que podem ocorrer”.
João Ferreira apontou que “com um caudal acima dos 600 metros cúbicos, a zona da praia balnear da Ponte do Bico está submersa”, ainda assim, a descarga “está a ser controlada” porque está a ser “menor e ao longo de várias horas”, aproveitando os períodos de menor precipitação.
Também esta segunda-feira de manhã, o vice-presidente da Câmara de Braga e responsável pelo pelouro da Proteção Civil, Altino Bessa, explicou que os proprietários de habitações nas imediações foram aconselhados a “retirar bens” colocando-os em pisos superiores ou em paletes.
Aos microfones da RUM, o autarca refere que nas zonas ribeirinhas a proteção civil municipal colocou “em permanência, uma equipa constituída por vários elementos” uma vez que ao final da tarde de domingo e madrugada de segunda-feira se antecipava que a barragem da Caniçada despejasse “cerca de 1200 metros cúbicos por segundo”.
A Câmara continua em alerta e vigilância permanente”, numa ação que exige igualmente, explicou Bessa, um “contacto permanente com a APA” e por enquanto as descargas realizadas estão a ser “doseadas”.
Foto Junta de Palmeira via RUM






