O mau tempo levou esta sexta-feira os dois candidatos presidenciais a alterar novamente a agenda, e André Ventura chamou os jornalistas para mostrar os donativos que vai enviar para locais afetados, que Seguro continua a visitar sem a comunicação social.
O terceiro dia da campanha de Ventura para a segunda volta das eleições presidenciais deveria ter começado com uma arruada em Espinho (distrito de Aveiro), mas logo ao início da madrugada os jornalistas foram informados de que, em vez disso, iria ser organizada uma recolha de bens de primeira necessidade para apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin.
Rodeado de câmaras e fotojornalistas, o candidato e líder do Chega mostrou-se a carregar sacos e caixas com águas, enlatados, massas, ração para animais e outros bens para uma carrinha.
“Não faz sentido estar a fazer uma campanha normal, digamos assim, com arruadas, com comícios, quando as pessoas estão a sofrer, o que faz sentido agora é mobilizar para a ajuda”, afirmou, rejeitando a ideia de aproveitamento político de um desastre, depois de, na quinta-feira, ter ouvido críticas nesse sentido em Leiria, uma das zonas mais afetadas pela passagem da depressão.
Quanto ao aparato de jornalistas naquele momento, André Ventura afirmou que a campanha serve “para mostrar o que está mal” e que os candidatos devem fazer “alguma coisa”, desafiando António José Seguro a fazer o mesmo.
SEGURA VOLTA SOZINHO
A abordagem do seu adversário foi, no entanto, diferente. O candidato apoiado pelo PS, e o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, alterou igualmente a agenda, cancelando a ação prevista para este sábado, para voltar a ir visitar, sozinho, zonas afetadas.
Na quinta-feira, Seguro anunciou aos jornalistas, de manhã, que já na véspera tinha ido sozinho à região de Leiria para ver os impactos da passagem da tempestade, tendo então dito que tinha ficado “chocado e impressionado” com o grau de devastação que encontrou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Com Executive Digest






