A Semana Santa de Braga deverá gerar um impacto económico na ordem dos 16 milhões de euros, segundo estimativas da Associação Empresarial de Braga (AEB), que antecipa uma forte dinamização dos setores da hotelaria, restauração e comércio local.
De acordo com o diretor-geral da AEB, Rui Marques, este período representa “um balão de oxigénio para a economia local”, sublinhando o peso significativo da Páscoa no retorno financeiro da cidade.
Os dados recolhidos junto dos operadores turísticos indicam que a taxa de ocupação hoteleira já ultrapassa os 90%, refletindo a elevada procura por parte de visitantes nacionais e estrangeiros. Espanha continua a ser um dos principais mercados emissores, mas tem-se verificado um crescimento consistente de turistas provenientes de França, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido.
Para este ano, são esperados cerca de 400 mil visitantes durante as celebrações religiosas, superando os 380 mil registados em 2025. As previsões meteorológicas favoráveis contribuem para reforçar as expectativas positivas.
Conhecida como a “Roma Portuguesa” ou “cidade dos Arcebispos”, Braga vive intensamente este período, com as ruas do centro histórico repletas de visitantes e um ambiente marcado por tradições religiosas profundamente enraizadas. Entre os momentos mais emblemáticos das solenidades destacam-se as procissões, como a do Senhor «Ecce Homo», a de Nossa Senhora da Burrinha e a do Enterro do Senhor.
Em 2025, apesar das condições meteorológicas adversas que levaram ao cancelamento de algumas procissões, o impacto económico atingiu cerca de 14,6 milhões de euros. Só o setor da distribuição alimentar gerou mais de oito milhões de euros adicionais face à média das semanas anteriores, enquanto a restauração registou um aumento de quatro milhões de euros, a hotelaria meio milhão e o comércio completou o restante valor.
A Semana Santa de Braga, integrada na rede europeia de celebrações pascais ao lado de cidades de Espanha e Itália, continua assim a afirmar-se como um dos principais eventos religiosos e turísticos do país, desempenhando um papel central na promoção internacional da cidade e no dinamismo da economia local.
A organização das celebrações envolve várias entidades, entre as quais o Cabido da Sé de Braga, a Santa Casa da Misericórdia de Braga, a Irmandade de Santa Cruz, a Câmara Municipal de Braga e a Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal.






