Os Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) da Arquidiocese de Braga afirmam que as campainhas da Páscoa lembram que “há uma urgência inadiável na mudança”, alertam para “a tecnologia usada para destruir e o ódio para dividir”, as “milhões de vítimas da fome”.
“As campainhas da Páscoa estão à porta e elas fazem-nos lembrar que há uma urgência inadiável na mudança. Elas tocam para nos despertar do pesadelo da guerra, essa mancha de sangue que continua a desfigurar a face da criação. Não podemos aceitar como normal que, em pleno século XXI, a tecnologia seja usada para destruir e o ódio para dividir”, escreve a Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos da Arquidiocese de Braga, na mensagem de Páscoa, enviada este sábado à Agência Ecclesia.
A LOC/MTC na Arquidiocese de Braga realça que “há urgência em acabar com as guerras”, em despertar para um ‘ver apurado’ que “não se desvia do sofrimento do próximo”, e acrescenta que é preciso deixar que “as pequenas sementes de esperança contagiem e desarmem a maldade” dos que, por ganância ou poder, se tornam “assassinos do Povo de Deus”.
A mensagem, intitulada ‘Cristo Ressuscitou, Aleluia! É a hora de acordar do sono! (Rm 13, 11)’, explica que ser cristão na Páscoa é compreender que o pão que pedem na oração do ‘Pai Nosso’ “é o mesmo pão que falta na mesa de milhões de vítimas da fome”, e afirmam que “a fome é a negação da Ressurreição”, e a guerra é a nova crucificação de Cristo nos inocentes.
“Somos chamados a ser uma luz que incomoda as trevas da injustiça. Ser Luz da Páscoa nas fábricas é lutar por salários justos; ser Luz nos escritórios é promover a ética sobre o lucro desmedido; ser Luz na reforma é partilhar a sabedoria com os mais novos e não desistir de sonhar com um mundo melhor”, lê-se no comunicado.
DIGNIDADE SOCIAL
Os trabalhadores e reformados da LOC/MTC da Arquidiocese de Braga explicam que vivem “do suor do rosto ou do descanso merecido após uma vida de entrega”, têm direito ao trabalho digno e justo, trabalho que “não é um castigo, mas uma participação na obra criadora de Deus”, por isso, a sua “dignidade social é inseparável da vocação espiritual”.
Os trabalhadores cristãos em Braga, na sua mensagem, salientam que a “Luz da Páscoa” deve acordar para o facto de serem “todos responsáveis uns pelos outros”, porque quando uma bomba cai longe, “a sua onda de choque deve atingir a consciência” de cada um, e quando uma criança chora de fome “é o Cristo Ressuscitado que nos estende a mão pedindo justiça”.
“O nosso compromisso social é a prova real da nossa fé espiritual. Se Cristo ressuscitou, então a morte e a miséria não têm a última palavra. A última palavra é a Vida, mas essa Vida precisa das nossas mãos para se manifestar”, acrescentam.
“É tempo de acordar do sono e abrir depressa as portas. Não apenas as portas físicas das nossas casas, mas também as portas, muitas vezes fechadas, das nossas fábricas, oficinas e escritórios. É preciso deixar Cristo entrar — o grande animador da Boa Nova. Ele não vem para ser um convidado passivo, mas para animar a inteligência humana a fazer deste mundo novos espaços onde seja bom viver”, sublinha a LOC.
Com Ecclesia






