O ativista ambiental e professor Carlos Manuel Dobreira solicitou ao Arcebispo Primaz de Braga uma audiência que tem como agenda “temáticas urgentes nestes tempos de mudança e de destruição da Natureza”, entre eles o lançamento de pirotecnia em festividades religiosas.
Em comunicado ao jornal ‘O Vilaverdense’/PressMinho, o ativista diz que em causa “estão as alterações climáticas, o recurso crescente a pirotecnia de forte impacto em festividades religiosas, sendo exemplo, o Domingo de Páscoa, o Compasso Pascal”, além do “afastamento dos crentes em relação ao teor da Carta Encíclica Laudato Si do Papa Francisco, conhecido como o Papa Verde”.
Carlos Manuel Dobreira explica que o pedido de audiência, enviado simbolicamente do Santuário de Fátima, “se insere nas diligências em curso para alertar os membros da Igreja Católica das consequências do lançamento da pirotecnia nos ecossistemas terrestres e aquáticos”.
Aponta como exemplos, os lançamentos de pirotecnia que acontecem nas imediações da Igreja Paroquial de Palmeira (Braga), do rio Homem (Fiscal – Amares) ou da Senhora do Desterro (Vila de São Romão – Serra da Estrela), cujos impactos têm “relevância para a comunidade ornitológica”.
A estes juntam-se ainda os impactos “em pessoas enfermas, idosas, recém-nascidos, pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo e animais de estimação”.
Dobreira pretende ainda apelar a D. José Manuel Cordeiro a alocação das verbas da pirotecnia “para causas sociais ou de solidariedade, em particular para cidadãs e cidadãos que ainda vivem em chão de terra na diocese de Braga, ao relento nos centros históricos do distrito de Braga ou para apoio a crianças, sendo levado o exemplo do Rodrigo, residente no concelho de Amares, com oito anos e que luta contra uma doença degenerativa (Distrofia Muscular de Duchenne)”.
Fernando Gualtieri (CP7889)






