O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o anunciado encerramento da unidade da Enercon GmbH em Lanheses, Viana do Castelo, e consequente despedimento de 68 operários.
O BE quer que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho diga se tem conhecimento da situação da empresa de componentes para eólicas e que acompanhamento está a ser realizado.
Pretende ainda saber que medidas serão adotadas para salvaguardar os postos de trabalho e que apoios públicos, nacionais ou comunitários, foram atribuídos a esta empresa.
SITUAÇÃO ALARMENTE
No documento remetido ao Governo através da Assembleia da República, o Bloco recorda que a multinacional instalou-se em Portuga, em 2008, num complexo industrial em Viana do Castelo, com unidades na Praia Norte e em Lanheses, onde são produzidos componentes como geradores, torres de betão, pás de rotor e sistemas de mecatrónica, um polo industrial que “resultou de um investimento significativo e criou, ao longo dos anos, numerosos postos de trabalho diretos e indiretos”.
Agora com noticiados o encerramento e o despedimento coletivo de 68 trabalhadores, o BE manifesta uma “profunda preocupação quanto ao impacto social e económico na região”.
“Num território onde a estabilidade laboral é determinante para a coesão social e fixação de população, esta decisão afeta não apenas a economia local, mas também dezenas de famílias e trabalhadores qualificados que contribuíram para afirmar Viana do Castelo como referência nacional nas energias renováveis”, afirma o partido, que
considera “alarmante a sucessão de despedimentos coletivos e encerramentos de empresas no Alto Minho nos últimos anos”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






