As obras da terceira fase de intervenção no santuário do Bom Jesus, em Braga, já arrancaram e deverão estar concluídas até julho, num investimento de cerca de 2,3 milhões de euros, financiado em 75% por fundos comunitários.
A restante verba é assumida pela confraria do Bom Jesus do Monte, que esta quarta-feira promoveu uma sessão pública, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, para dar a conhecer o projeto e o andamento dos trabalhos.
Em causa está o projeto ‘Bom Jesus: Requalificar III’, que prevê várias intervenções, desde logo a requalificação da Casa dos Correios, com a anunciada demolição da estrutura de betão da esplanada – já removida – e a criação de um centro interpretativo do Bom Jesus. Na parte inferior será criada uma nova cafetaria, que poderá também receber exposições e outras iniciativas.
O projeto inclui igualmente uma intervenção na base do elevador, com a valorização do apeadeiro e a criação de um outro espaço interpretativo, este dedicado especialmente ao icónico funicular. O Jardim de Camilo, em homenagem ao escritor Camilo Castelo Branco, também será alvo de reabilitação.
O investimento possibilitará ainda a colocação de sinalética em todo o espaço do santuário e o aproveitamento das tecnologias digitais, dando aos visitantes a possibilidade de conhecerem melhor o Bom Jesus ou de comprarem online os bilhetes para viajar no elevador, visitar a torre sineira ou andar nos barcos do lago.
A sessão contou também com as presenças do presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, do ainda presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, António Cunha, e do Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, entre outras entidades.
PATRIMÓNIO INTERNACIONAL
João Rodrigues apontou 0 Bom Jesus do Monte como “um símbolo maior de Braga”. “A classificação UNESCO reforça o reconhecimento do seu valor, mas aumenta também a responsabilidade: planear bem, intervir com critério e garantir continuidade”, afirmou.
O autarca destacou ainda a importância do trabalho consistente e de longo prazo na valorização do património, reconhecendo o papel da Confraria e das instituições públicas na mobilização de meios e parcerias para assegurar intervenções qualificadas.
“Em património, o que funciona é o trabalho continuado. Não há resultados duradouros sem método, rigor técnico e visão de longo prazo”, referiu.
João Rodrigues salientou igualmente o contributo do apoio público e do financiamento europeu, através do NORTE 2030 e da CCDR-N, defendendo que estes instrumentos, quando bem aplicados, geram impacto sustentável no território.
“Quando os fundos são usados com critério e projetos bem desenhados, produzem resultados duradouros: melhor património, melhor acolhimento e maior sustentabilidade”, disse, reafirmando a disponibilidade institucional do Município para colaborar em tudo o que contribua para a proteção e valorização do Bom Jesus do Monte, considerando-o um ativo estratégico para Braga e para a região.
“O município de Braga acompanhará este percurso com total disponibilidade institucional. Preservar e valorizar o Bom Jesus do Monte é uma obrigação pública e um investimento na identidade e no futuro do território”, concluiu.







