O primeiro-ministro sueco defendeu a opção de se criar uma NATO europeia, em resposta às dúvidas suscitadas pela intenção declarada dos Estados Unidos de assumirem o controlo da Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca.
“Há quem, quando pensa na NATO, pense nos Estados Unidos, mas eu penso Dinamarca, Finlândia, Noruega, nos três Estados bálticos, na Polónia, Alemanha e Reino Unido. Toda a nossa parte do mundo está ligada por uma estreita cooperação no âmbito da NATO. Queremos construir a nossa NATO europeia”, afirmou Ulf Kristersson numa entrevista à televisão pública sueca STV, transmitida na noite do passado domingo.
O chefe do Governo sueco defendeu assim a necessidade de “assumir e reforçar o controlo” da Suécia.
“Vamos fazê-lo, entre outras formas, através dos países da NATO”, indicou, lembrando que a Aliança Atlântica é composta por 32 países aliados.
“Todos os países aliados estão convencidos de que o Artigo 5, o de ‘todos por um e um por todos’, continua a ser muito, muito forte. Todos gostaríamos de uns Estados Unidos cujas ações fossem diferentes”, acrescentou.
Durante a entrevista, o dirigente escandinavo lembrou que a Suécia tem participado “em todas as discussões, também na Europa, que dizem respeito ao armamento nuclear” – Estocolmo não dispõe dele -, desde que o país aderiu à NATO.
Kristersson não quis avançar pormenores concretos, mas confirmou que estão em curso conversações sobre a capacidade nuclear com as potências nucleares europeias: França e Reino Unido.






