A taxa de ocupação hoteleira no Norte de Portugal ronda os 80% para a época da Páscoa, com cidades como Braga a aproximarem-se dos 85%, segundo dados avançados pelo presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins.
Em declarações à agência Lusa, o responsável classificou o nível de reservas como “bom” e alinhado com o registado em 2025, destacando a forte procura nesta altura do ano, particularmente em destinos com tradição associada à Semana Santa, como Porto e Braga.
Algumas unidades hoteleiras já apresentam níveis elevados de ocupação. É o caso do Moov Hotel Porto Centro, que regista cerca de 87% de reservas, com predominância de turistas dos mercados português, espanhol e brasileiro. Também o Douro Suites Riba Douro apresenta uma taxa de ocupação de 80% para o fim de semana da Páscoa.
Segundo os operadores, este ano tem-se verificado um aumento das reservas de última hora, fenómeno atribuído à instabilidade meteorológica dos últimos meses, levando os turistas a aguardar por melhores condições antes de confirmar viagens.
A pouco mais de uma semana da Páscoa, as perspetivas apontam para um aumento adicional da taxa de ocupação, impulsionado sobretudo pelo mercado nacional e pelos chamados mercados “maduros”, como Espanha, França, Alemanha e Reino Unido.
Luís Pedro Martins admite ainda que a instabilidade no Médio Oriente poderá contribuir para um redirecionamento de fluxos turísticos para Portugal. Destinos como Dubai, Turquia ou Egito poderão perder visitantes, favorecendo regiões consideradas mais seguras, como o Norte do país.
Apesar disso, alerta para possíveis impactos indiretos no setor, como o aumento dos custos dos combustíveis e eventuais constrangimentos no transporte aéreo, além da possibilidade de retração na procura em contexto de conflito internacional.
Ainda assim, o responsável afasta, para já, sinais de crise, sublinhando a diversificação dos mercados turísticos da região. O reforço do mercado interno — que ganhou relevância após a pandemia de covid-19 — e o crescimento recente de países como Itália e Irlanda são apontados como fatores de resiliência.
Por outro lado, o conflito poderá afetar a chegada de turistas da região Ásia-Pacífico, devido à dependência de escalas em hubs como o Dubai ou Istambul, o que poderá condicionar esse segmento.
Apesar dos desafios, o Norte de Portugal mantém-se como um destino competitivo e atrativo, com expectativas de um desempenho positivo durante a Páscoa.






