O Grupo Municipal de Guimarães afirma que, passados 100 dias de presidência do social-democrata Ricardo Araújo na autarquia, não está “espantada” por não se conhecer a mudança prometida pela coligação PSD/CDS.
“A CDU, ainda que não fique espantada com este andamento, uma vez que sempre afirmou que se na oposição PSD e CDS nada faziam e propunham, não seria na Câmara que lhes chegaria a luz”, ironiza a coligação PCP/PEV, acrescentando que “vídeos e as publicações “publicitárias” servem apenas para reforçar o arquivo das questões que teremos que continuar a colocar no futuro ao Executivo municipal”.
Em comunicado a O Vilaverdense/PressMinho CDU sublinha que a mobilidade continua, “ao fim de 100 dias”, “um caos sem que se avistem soluções para a sua resolução”. “Apenas nos são apresentados estudos que podem estar definitivamente concluídos daqui a meia dúzia de meses. E o investimento logo se vê de onde vai surgir.”
Também não percebe como “se garantem 600 mil euros do Banco Europeu de Investimentos para um Plano de Mobilidade Sustentável, mas já se anunciou o BRT de Guimarães às Taipas”.
“Ficamos sem compreender onde fica o planeamento e a reflexão sobre as dificuldades sentidas pelas populações e que visão é que teremos para o futuro da mobilidade sustentável em Guimarães, que não seja apenas uma grande manta de retalhos”, atira.
Na Guimabus, as “dificuldades sentidas são as mesmas (…) os atrasos, o material com avarias e a inadaptação dos veículos às reais necessidades em algumas linhas”.
Quanto ao reforço da iluminação, o CDU acusa a coligação de direita de insistir na política anterior do PS, ao considerar que o concelho “é só o centro da cidade”, deixando muitas freguesias com “as suas ruas às escuras, dificultando a mobilidade e a segurança das pessoas”.
Sobre a nova Agência para o Desenvolvimento Económico de Guimarães – “a grande panaceia para dar ferramentas ao investimento privado, criação de emprego” -, a CDU diz que aguarda que “a transparência também passe por esta área e que o Executivo municipal explique o que significa esta agência para o concelho, para empregos, com garantias e melhores salários, e para o dinheiro público”.
Ainda no que concerne à transparência, a coligação aplaude a transmissão online das reuniões de Câmara, mas continua sem perceber “se os 100 dias não foram suficientes para que estas sejam colocadas na plataforma do Youtube e fiquem à disposição dos munícipes que devido às suas vidas não conseguem assistir em direto”. E relembra que as assembleias municipais e a cerimónia de abertura da Capital Verde Europeia encontram-se disponíveis.
Reconhecendo que “não é em 100 dias que se resolvem problemas antigos e devidamente identificados”, a CDU assegura que continua “atenta à evolução das promessas, dos acordos, dos planos e das intenções”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






