Dois homens foram detidos, esta terça-feira, pela tentativa de sabotagem de navios da Marinha alemã atracados no porto de Hamburgo, na Alemanha, no ano passado. A dupla é suspeita de despejar mais de 20 quilos de cascalho abrasivo no motor de um dos navios, perfurar tubos de abastecimento de água, remover tampas de tanques de combustível e desativar interruptores eletrónicos de segurança.
“Caso não tivessem sido detetados, os atos teriam causado grandes danos aos navios e atrasado a sua partida, colocando em risco as operações da Marinha alemã”, afirmou a Eurojust, agência de combate ao crime da UE, em comunicado.
Segundo os meios de comunicação locais, citados pela BBC, os suspeitos tratam-se de um cidadão grego de 54 anos e um romeno de 37 anos, que trabalhavam no porto.
A Eurojust informou ainda que foram detidos na Alemanha e na Grécia, após um esforço coordenado entre as autoridades alemãs, gregas e romenas.
E que os agentes realizaram simultaneamente buscas e apreenderam provas nas casas dos suspeitos nos três países. Está a decorrer uma investigação às circunstâncias dos incidentes.
ENVOLVIMENTO RUSSO?
Embora as autoridades alemãs não tenham ligado explicitamente o incidente de Hamburgo à Rússia, as detenções ocorrem durante um aumento das tensões e de receios de sabotagem apoiada pelo Kremlin em todo o continente europeu. Tanto a Alemanha, como outros países da NATO têm sido alvo de vários incidentes de sabotagem suspeitos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022.
Cabos de comunicação submarinos no Mar Báltico foram danificados, e suspeita-se que atividades com drones tenham causado grandes transtornos em aeroportos e bases militares.
Embora alguns governos europeus tenham acusado diretamente a Rússia de envolvimento, o Kremlin tem negado consistentemente ter orquestrado operações de sabotagem.






