A CUSB – Comissão de Utentes da Saúde de Braga acusa, esta terça-feira, o Governo, o Chega e a Iniciativa Liberal de “degradação planeada” do SNS-Serviço Nacional de Saúde. “A nossa saúde é um direito, não é um negócio”, diz a comissão, que recusa o regresso da PPP- Parceria Público-Privada.
A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se celebra esta terça-feira, 7 de março, a CUSB escreve em comunicado ao jornal ‘O Vilaverdense/PressMinho, que “a nossa luta é por cuidados públicos, gratuitos, de qualidade e para todos”.
É nesse sentido que exige uma gestão 100% pública, dizendo “não” ao regresso da PPP- Parcerias Público-Privadas.
“Rejeitamos qualquer tentativa de entregar a Unidade Local de Saúde de Braga (ULS) a grupos privados. A experiência do passado mostrou que as parcerias público-privadas (PPP) priorizaram o lucro e os dividendos em vez da saúde dos utentes”, afirma.
“Saúde pública é para servir o povo e não para dar lucro a empresas”, sublinha.
Exige ainda um médico de família “já”, referindo os “milhares de utentes dos concelhos que integram a ULS de Braga continuam sem equipa de saúde familiar”.
“Há doentes com doenças crónicas graves, com deficiente acompanhamento e dificuldades em obter P1, exames e receitas”, denuncia.
Daí que exija “a contratação imediata de médicos e enfermeiros para os nossos centros de saúde”.
Pretende também a elevação do hospital a hospital universitário, mas “sem PPP”, para fixar especialistas e garantir mais verbas para equipamentos e exames.
“Além de prestigiar o hospital, pode trazer mais investimentos para a cidade e a região”, argumenta a CUSB.
A comissão não aceita que “a gestão orçamental se sobreponha à vida” pelo que quer “acesso total e imediato aos medicamentos para os doentes que deles necessitem”, nomeadamente os doentes oncológicos, com doença grave e crónica.
Por último exige o fim das taxas de estacionamento: “Basta de lucrar com quem precisa de ir ao hospital para cuidar da sua saúde. É uma injustiça para os utentes que têm de ir/frequentar o hospital, tal como os profissionais que lá trabalham, terem que pagar uma espécie de mais um imposto.”
“Somos pessoas, não somos nenhuma mercadoria e queremos continuar a ser tratados como pessoas”, escreve a CUSB, defendendo a valorização das carreiras e salários dos “excelentes profissionais de saúde no SNS”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






