O atual estado da central da camionagem de Vila Verde está na origem de um abaixo-assinado, que foi lançado nas últimas horas a reivindicar “obras imediatas” naquela infraestrutura, que em março do ano passado foi atingida por um incêndio.
No documento, a que O Vilaverdense/PressMinho teve acesso, os signatários referem que “as instalações da central de camionagem de Vila Verde encontram-se há vários anos num estado evidente de degradação e abandono, resultante de anos de falta de manutenção e investimento, situação que se agravou com o incêndio ocorrido em março de 2025”.
“Atualmente, esta infraestrutura não oferece condições mínimas de segurança, conforto e dignidade para utentes, trabalhadores e comerciantes, representando um risco real para todos os que a utilizam diariamente”, denunciam.
O documento lamenta a falta de “informação pública sobre um plano concreto da Câmara Municipal para a recuperação integral da central de camionagem”, algo que considera “inaceitável, sobretudo tratando-se de um equipamento essencial, utilizado diariamente por centenas de pessoas e fundamental para garantir o direito à mobilidade no concelho”.
Os subscritores do abaixo-assinado pedem, por isso, “a intervenção urgente por parte da Câmara Municipal de Vila Verde, com a apresentação e execução de um plano claro e transparente para a requalificação total da central de camionagem, garantindo condições de segurança, acessibilidade e dignidade para todos”.
Defendem ainda a criação de uma “solução provisória para utentes e trabalhadores da central para que se garantam imediatamente as condições de segurança necessárias” e a “abertura da central de camionagem aos sábados, domingos e feriados, possibilitando assim os motoristas e passageiros de aceder às casas de banho”.
O abaixo-assinado está disponível no café da central de camionagem e representa, segundo os promotores, uma forma de “trabalhadores, motoristas, lojistas e utentes” daquele equipamento “exigirem respeito”.
À ESPERA DE PERITAGEM
“Por essa mesma razão, mantém-se “o cheiro a queimado” e a “sujidade de fuligem”, assim como equipamentos danificados no interior das lojas afetadas. Neste contexto, a zona diretamente afetada pelo incêndio encontra-se vedada. Apesar das condicionantes em vigor, foram asseguradas todas as condições de segurança para a operacionalidade da central de camionagem e para que as áreas públicas e de circulação se mantenham acessíveis e disponíveis aos utentes e trabalhadores”, afirmou então a autarquia.
No mesmo comunicado, o município deu conta da intenção de proceder a uma intervenção de requalificação daquele espaço: “Logo que seja possível do ponto de vista judicial e jurídico – isto é, logo que seja efetuada a peritagem solicitada pela lojista onde o incêndio deflagrou –, o município irá intervir para restaurar e requalificar esta infraestrutura, por forma a que seja dotada de condições mais modernas e funcionais, tendo em conta a sua reconhecida importância nas políticas estratégicas do município para a mobilidade”.






