Mais de uma dezena de gatos foram encontrados mortos, ao longo do último mês, numa zona onde existe uma colónia devidamente monitorizada, na rua de São Pedro, em Polvoreira, em Guimarães.
Segundo o Grupo Santiago, que avança a informação, os gatos apareceram em diferentes locais nas imediações do abrigo que ali foi propositadamente colocado para o seu acolhimento, apresentando sinais suspeitos de possível envenenamento.
Foram os cuidadores informais que acompanham a colónia que alertaram o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Guimarães para a morte repentina dos vários gatos num curto espaço de tempo, tendo também apresentado uma denúncia junto da PSP de Guimarães.
Ao mesmo grupo de comunicação social vimaranense, o município de Guimarães confirmou que teve conhecimento da ocorrência através da cuidadora da colónia, tendo a situação sido comunicada às autoridades competentes.
“De acordo com a informação transmitida ao CRO, a colónia seria constituída por cerca de 20 gatos, tendo sido reportada a morte recente de 13 animais. Contudo, não foi possível realizar exames ‘post mortem’ que permitissem determinar com rigor a causa das mortes, uma vez que os animais já se encontravam enterrados e em avançado estado de decomposição quando a situação foi comunicada”, adianta o município, citado pelo Grupo Santiago.
Perante esta ocorrência, a Câmara informou que “o CRO alertou a cuidadora para a necessidade de vigilância reforçada de eventuais sinais clínicos nos restantes animais, nomeadamente falta de apetite, corrimentos oculares, isolamento, letargia ou outros sintomas compatíveis com doença, de forma a permitir uma intervenção rápida por parte dos serviços”.
CASO COMUNICADO ÀS AUTORIDADES
Foi já na sequência desse acompanhamento, que um gato desta colónia foi recolhido e internado num hospital veterinário, sendo que, de acordo com a informação clínica disponível até ao momento, o quadro é compatível com uma virose respiratória.
A autarquia lembra que os gatos de colónia, pela sua condição e exposição ao meio, estão mais vulneráveis a múltiplos fatores de risco, designadamente doenças infectocontagiosas, stress, alimentação irregular e outras patologias que podem afetar populações felinas em contexto de rua.
“Sem exame pericial ou diagnóstico laboratorial, não é possível ao município confirmar qualquer causa concreta para estas mortes, incluindo a hipótese de envenenamento”, refere a autarquia, adiantando que o caso foi “devidamente participada às autoridades policiais, encontrando-se, segundo a informação disponível, em tramitação nas instâncias competentes”.
A autarquia assinala que “de acordo com a monitorização atualmente efetuada pelos cuidadores e pelo CRO, não foram sinalizadas situações semelhantes de mortalidade anormal nas restantes 16 colónias acompanhadas naquela área”.






