O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse esta terça-feira que vai reforçar a sensibilização da população para a correta utilização dos contentores do lixo que, nas últimas semanas, têm trasbordado de resíduos.
O assunto foi levantado esta terça-feira na reunião camarária pelo vereador do Chega, José Belo, que afirmou que em algumas zonas da cidade a acumulação de lixo fora dos contentores “é uma vergonha”.
Na resposta, o socialista Luís Nobre justificou que aquela situação decorre de “um período de maior depósito de resíduos, devido às celebrações do Natal e Passagem do Ano”.
“Houve a descontinuidade do serviço [assegurado pela Resulima] devido à quadra festiva, o que também provocou alguma pressão suplementar sobre os equipamentos. Em Viana do Castelo, os Serviços Municipalizados vão mitigando, com a limpeza os depósitos de resíduos, mas também foram afetados com a avaria de três camiões, no mesmo dia”, salientou.
A área de abrangência da recolha e tratamento de resíduos da Resulima é o Vale do Lima e Baixo Cávado, com cerca de 1.743 quilómetros quadrados, e inclui os municípios de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, bem como os concelhos de Barcelos, Esposende, explica a empresa na sua página da Internet. Em causa está uma população de cerca de 307.479 habitantes.
O autarca de Viana do Castelo, referiu ainda que a interpelação de José Belo sobre “um aumento da má utilização dos equipamentos despertou [o município] para a necessidade do trabalho ao nível da sensibilização”.
“Quer no plano de atividades dos Serviços Municipalizados quer no orçamento da Câmara estão previstas ações de sensibilização, investimento na aquisição de novos equipamentos não só de recolha, mas também de depósito”, adiantou.
Luís Nobre apelou à sensibilidade de todos para “uma forma diferente e utilizar os equipamentos de depósito de resíduos da melhor maneira”.
“Se há um que está cheio, o equipamento seguinte não está. Temos de fazer esse exercício. Admito que se tenha de trabalhar essa dimensão. Houve muita sensibilização para a separação de resíduos. Hoje tem de haver para a utilização dos equipamentos”, observou.






