O Governo português disse este sábado que não tem indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.
“Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada”, indicou fonte oficial.
A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.
Os consulados-gerais disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes”, nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, “reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.
No mesmo comunicado, as autoridades referem que a utilização destes contactos destina-se “exclusivamente a situações de comprovada urgência”.
Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, “a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário”.
Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade “seja bastante superior”.
A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.






