Ricardo Araújo aproveitou a presença do Presidente da República para reafirmar 24 de junho como o Dia Um de Portugal e desafiar o país a reconhecer em Guimarães a origem da identidade nacional.
Esta visão foi reafirmada num momento relevante para o concelho, marcado pela visita de José António Seguro, ocasião que o autarca enquadrou como um “sinal de reconhecimento político e institucional” da importância da Cidade Berço e da Capital Verde Europeia 2026.
O presidente do município vimaranense voltou, assim, a “defender com clareza” o reconhecimento do 24 de junho, dia da Batalha de São Mamede, em 1128, como Dia Um de Portugal, afirmando que esta “é uma causa de memória, identidade e justiça histórica para com o papel fundador de Guimarães na construção da nação”.
No encontro com José António Seguro, no Laboratório da Paisagem, o social-democrata Ricardo Araújo sublinhou que “Guimarães é uma terra que não se limita a recordar a História. Sente-se obrigada a estar à altura dela”, defendo que o país deve reconhecer de “forma mais expressiva” o valor do 24 de junho na construção nacional”.
Para o autarca, esta não é apenas uma evocação histórica. “É uma afirmação de responsabilidade coletiva e de consciência nacional.”
“Queremos ser uma cidade que honra o que recebeu, construindo aquilo que ainda falta fazer”, declarou, ligando a centralidade histórica de Guimarães à necessidade de projetar esse legado no presente e no futuro.
Ricardo Araújo entende que a consagração do 24 de junho como Dia Um de Portugal corresponde ao reconhecimento de uma verdade fundadora que ultrapassa o plano local e interpela o país inteiro.
A seu ver, “Guimarães deve ser reconhecida não apenas como símbolo do nascimento de Portugal, mas como lugar vivo da sua identidade”.
“São Mamede ocupa, para nós, um lugar absolutamente singular. Não como episódio isolado, não como simples objeto de exaltação histórica, não como matéria para celebração protocolar, mas como o acontecimento fundador da nossa possibilidade coletiva”, afirmou.
Neste contexto, o Ricardo Araújo defendeu que “as comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, que celebraremos em 2028, não devem ser entendidas como uma efeméride municipal ampliada, mas como uma grande convocação nacional”.
Na sessão pública, Seguro sublinhou o simbolismo de iniciar o seu mandato com uma deslocação a Guimarães. “É sempre especial regressar a Guimarães. Hoje regresso como Presidente da República. É ainda mais especial. Guimarães é, para todos nós, o berço da nacionalidade. Mas hoje demonstra também que pode ser muito mais do que isso. Pode ser também um berço de futuro”, afirmou.






