A PSP iniciou esta segunda-feira a operação ‘Vive na Real! – Não na Dependência’, que decorre até 27 de março em todo o território nacional. A iniciativa é promovida pelas Equipas do Programa Escola Segura (EPES), no âmbito do Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade, e destina-se a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.
O principal objetivo da operação é prevenir comportamentos aditivos, como o consumo de algumas substâncias psicoativas, a dependência de videojogos e a utilização excessiva de dispositivos eletrónicos.
Segundo a PSP, os padrões de consumo entre os jovens têm mudado ao longo dos anos. Para além do álcool, verifica-se um aumento da utilização de canábis, assim como do consumo de ecstasy e anfetaminas. Paralelamente, a dependência de videojogos e de outras plataformas virtuais tem vindo a crescer, sobretudo durante o período da pandemia.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu, em 2018, a perturbação de adição aos videojogos no Manual de Classificação Internacional de Doenças (ICD-11). Esta dependência caracteriza-se por:
- Falta de controlo sobre o tempo gasto a jogar;
- Prioridade crescente dada aos videojogos em detrimento de outras atividades diárias;
- Continuação ou aumento do jogo apesar de consequências negativas significativas em várias áreas da vida.
A PSP alerta ainda para a dependência de dispositivos eletrónicos e redes sociais. Dados do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) indicam que:
- 61% dos jovens usam a internet 4 horas ou mais por dia, sendo que 40% ultrapassam 5 horas;
- 41% iniciaram o uso da internet antes dos 10 anos;
- O telemóvel é o equipamento mais utilizado (92%), seguido do computador portátil (51%);
- 97% dos jovens de 18 anos usam redes sociais, com 37% a passar 4 horas ou mais por dia;
- 61% jogam online, sendo que 6% passam 6 horas ou mais a jogar diariamente.
A PSP apela à comunicação de situações relacionadas com adições em jovens, seja em contexto escolar ou noutro ambiente. A intervenção pode ser solicitada presencialmente ou através do e-mail escolasegura@psp.pt, estando as EPES disponíveis para ações de sensibilização ou pedidos de intervenção.
Com MadreMedia






