Catarina Martins criticou duramente, este domingo, a posição do Governo português relativamente ao ataque norte-americano à Venezuela, considerando-a “vergonhosa” e incompatível com os princípios do Direito Internacional que Portugal diz defender.
Em declarações aos jornalistas, a candidata à Presidência da República afirmou que a operação militar dos Estados Unidos representa uma grave violação da soberania de um Estado e lamentou a falta de uma condenação clara por parte do executivo português. Para Catarina Martins, o silêncio ou ambiguidade do Governo contribuem para a normalização de intervenções militares unilaterais.
A candidata não poupou críticas a André Ventura, acusando-o de desvalorizar a importância do Direito Internacional no debate político. Catarina Martins considerou “inaceitável” que um candidato presidencial minimize questões fundamentais como a legalidade das ações militares e o respeito pelas normas internacionais.
Segundo Catarina Martins, o Presidente da República deve assumir um papel ativo na defesa do multilateralismo, da paz e do respeito entre Estados, sublinhando que Portugal não pode compactuar com ações que coloquem em causa a estabilidade internacional.
As declarações surgem num contexto de crescente debate político em torno da atuação dos Estados Unidos na Venezuela, tema que tem dividido opiniões no plano nacional e internacional e marcado a agenda da campanha presidencial.






