A confirmação foi feita pelo diretor nacional da PJ, Luís Neves, durante uma conferência de imprensa realizada na sede da instituição, em Lisboa. Sem revelar as funções concretas desempenhadas pelos suspeitos, o responsável admitiu que entre os detidos existem elementos ligados às forças de segurança.
A operação visou uma associação criminosa de ideologia supremacista branca, alegadamente liderada por Mário Machado, e teve, segundo a PJ, um caráter essencialmente preventivo. Luís Neves sublinhou que a intervenção teve como objetivo evitar a ocorrência de crimes violentos, incluindo homicídios.
“Atuámos de forma preventiva, porque não queremos voltar a ter nem pessoas que fiquem inválidas, nem casas incendiadas, nem pessoas que sejam mortas”, afirmou o diretor nacional da PJ, recordando episódios de violência extrema associados ao extremismo político, como o homicídio de Alcindo Monteiro, em 1995, no Bairro Alto, em Lisboa.
Luís Neves garantiu ainda uma resposta firme das autoridades a qualquer tipo de criminalidade com motivação política. “Tudo o que forem crimes de natureza politicamente motivados, seja qual for a origem, terá como certa a ação da Polícia Judiciária, numa perspetiva de estancar essa atividade”, afirmou.
A investigação prossegue, estando os detidos a ser presentes às autoridades judiciais para primeiro interrogatório e aplicação de eventuais medidas de coação.
(atualização)






